IBJR afirma que não vai judicializar decretos municipais que proíbem publicidade de bets em locais públicos

IBJR afirma que não vai judicializar decretos municipais que proíbem publicidade de bets em locais públicos

Entidade que representa o setor de apostas não pretende, no momento, contestar as legislações locais.

Ao menos seis capitais brasileiras publicaram legislações locais que restringem a publicidade do mercado de apostas de quota fixa. Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ) e Teresina (PI) já vetam as propagandas de bets em espaços públicos, enquanto Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP) têm projetos de lei em tramitação nas respectivas câmaras municipais com intuitos de também impedir a divulgação pública do setor de jogos. Além disso, outras cidades do interior acompanham esse movimento das capitais.

Mesmo com o crescente tendência de restringir a publicidade das bets, uma das instituições que representam o mercado, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), não pretende judicializar essas leis municipais. De acordo com o que publicou a Máquina do Esporte, a entidade vai, por enquanto, acatar as normas.

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Durante a participação no Fórum Sustentabilidade em Campo, em São Paulo (SP), na segunda-feira (3), o presidente executivo do IBJR, Carlos Lima, declarou que o setor de apostas tem como uma das suas principais preocupações a proteção ao consumidor.

“O sucesso do setor vai ser medido não pelo tamanho, mas pela nossa capacidade de proteger os consumidores. Nosso compromisso é ter o consumidor como foco. Que o setor de apostas seja encarado como entretenimento, nunca como ganho financeiro fácil”, disse Lima.

O executivo aproveitou ainda para reforçar a necessidade de combater o mercado ilegal, que seria responsável por cerca de 50% das apostas feitas no país. “O mercado clandestino é o que lesa o consumidor brasileiro e não adota práticas de jogo responsável. Aqueles que não cumprem com nenhuma regra dão bônus de entrada e levam as pessoas ao endividamento, práticas que não existem no mercado legalizado”, finalizou o presidente do Instituto.

Neste artigo:
Combate ao mercado ilegal Publicidade de apostas Regulamentação do jogo