Ministário da Fazenda investiga contas de bets com saldos de até mais de R$ 1 milhão
Cerca de 40 contas com valores considerados atípicos estão na mira do Governo por suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis vínculos com organizações criminosas.
Resumo
- Ministério da Fazenda investiga cerca de 40 contas de bets com saldos considerados atípicos.
- Os valores encontrados partem de R$ 500 mil e, em alguns casos, ultrapassam R$ 1 milhão.
- Apenas 1% dos apostadores concentra 80% dos R$ 1,325 bilhão ainda não resgatados.
- Governo vai analisar as movimentações para identificar possíveis casos de lavagem de dinheiro e vínculos com organizações criminosas.
- A investigação ocorre paralelamente ao processo de devolução dos saldos deixados pelos apostadores nas plataformas.
Brasília.- O Ministério da Fazenda colocou sob investigação dezenas de contas de apostadores que mantiveram saldos considerados atípicos nas plataformas de apostas após o prazo para retirada voluntária dos recursos. Cerca de 40 contas apresentam valores superiores a R$ 500 mil (US$ 100 mil), sendo que parte delas ultrapassa R$ 1 milhão (US$ 200 mil).
A análise ocorre após o Governo Federal identificar uma forte concentração dos recursos que ainda não foram retirados das plataformas. Dos R$ 1,325 bilhão (US$ 265 milhões) que aguardam devolução, apenas 1% dos apostadores concentra 80% do valor. Já 3,4% dos usuários respondem por 90% de todo o saldo remanescente.
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Os números mostram que, apesar do volume total ainda elevado, a maior parte dos apostadores possui quantias menores nas contas. Segundo dados oficiais, aproximadamente 26,5 milhões de pessoas ainda tinham algum saldo nas plataformas no primeiro dia após o encerramento das operações.
As contas com valores elevados passarão por uma análise mais detalhada para verificar a origem e a movimentação dos recursos. O Governo investiga a possibilidade de lavagem de dinheiro e eventuais vínculos com organizações criminosas. Casos considerados suspeitos poderão ser encaminhados às autoridades responsáveis pela investigação.
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A fiscalização sobre movimentações fora do padrão já havia sido anunciada pelo Ministério da Fazenda antes mesmo do encerramento das plataformas. Em balanço divulgado no dia 2 de outubro, o ministro Dario Durigan informou que 48 contas apresentavam saldo superior a R$ 500 mil e seriam submetidas a uma análise pormenorizada.
O prazo para que os apostadores retirassem voluntariamente o dinheiro terminou às 23h59 de 5 de outubro. Desde o dia 6, os sites e aplicativos das empresas que operavam de forma autorizada deixaram de oferecer apostas no Brasil, conforme o cronograma estabelecido após a publicação da Medida Provisória nº 1.394/2026.
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Agora, as empresas precisam encaminhar às instituições financeiras os saldos remanescentes individualizados por CPF e as contas bancárias utilizadas pelos apostadores. A devolução deverá ser realizada pelos bancos entre os dias 9 e 14 de outubro. Nos casos em que houver impedimento para o pagamento, os recursos serão transferidos à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pela restituição.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News