Advogado denuncia Virginia Fonseca por suposto lucro em apostas perdidas por seguidores
Segundo o denunciante, a influenciadora teria induzido os seguidores a fazer apostas que dificilmente ganhariam.
Paraná.- Um advogado paranaense apresentou à Justiça uma notícia-crime contra a influenciadora Virginia Fonseca por supostamente lucrar com o dinheiro perdido por seguidores em plataformas de apostas online. De acordo com o que publicou o Metrópoles, o denunciante acusa Fonseca dos crimes de estelionato, propaganda enganosa e induzimento à especulação.
O advogado solicitou à Justiça do Paraná que abra uma investigação para apurar se a influenciadora e empresária cometeu irregularidades quando divulgava plataformas de apostas. O documento foi recebido pelo Ministério Público do estado, que encaminhou o caso para a Secretaria de Promotoria. Uma possível abertura de inquérito policial ainda será avaliada pelos magistrados.
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Na denúncia, é citada uma suposta atitude de Fonseca durante a Copa do Mundo de 2026. Ao divulgar a plataforma Blaze, ela teria apostado na vitória da seleção de Cabo Verde contra a Argentina, resultado que não aconteceu. Para o denunciante, a influenciadora teria induzido os seguidores a apostar em uma equipe considerada mais fraca para que eles perdessem dinheiro na casa de apostas. A empresária ganharia como comissão o valor equivalente a 30% das perdas.
No dia 21 de agosto deste ano, Virginia Fonseca anunciou a rescisão do contrato com a Blaze. Na oportunidade, a VF Digital, agência que assessora a influenciadora, afirmou que “a decisão foi formalizada observando os termos aplicáveis à relação contratual, encerrando-se de forma regular este ciclo.”
O fim da parceria foi anunciado cerca de um mês após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) ter determinado restrições às publicidades feitas por Fonseca para a plataforma de jogos online. Em julho, o desembargador Renato Rodovalho Scussel, do TJDFT, determinou que a influenciadora e a plataforma evitassem fazer propagandas prometendo lucros fixos ou garantidos, mostrando as apostas como fonte de renda, investimento, alternativa ao emprego ou solução para dificuldades financeiras.
O juiz determinou que a influenciadora deixasse claro em suas postagens que há risco de perda financeira. Além disso, Virgínia deveria falar claramente que o conteúdo se trata de uma publicidade, mesmo que se trata de um conteúdo sobre seu cotidiano.
A ação civil foi proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que acusou a empresa e a influenciadora de promover publicidade enganosa e abusiva de apostas online. O MP pediu que todas as publicidades que envolvessem apostas, independentemente da forma de divulgação, fossem apagadas, o que o TJDFT recusou na época.
O Tribunal considerou que não há provas suficientes de que Virgínia receba algum tipo de remuneração baseada nas perdas dos apostadores, como alegou o MP.