Mercado regulado de bets no Brasil movimenta R$ 410,8 bilhões e registra GGR de R$ 20 bilhões no primeiro semestre de 2026
Receita bruta das apostas cresceu 15,3% na comparação com o mesmo período de 2025; R$ 2,49 bilhões (US$ 477,2 milhões) foram destinados a políticas públicas e finalidades sociais.
O mercado regulado de apostas de quota fixa brasileiro registrou R$ 20,07 bilhões (US$ 3,85 bilhões) em receita bruta de jogos (GGR) no primeiro semestre de 2026. O resultado representa crescimento de 15,3% em relação aos R$ 17,4 bilhões (US$ 3,33 bilhões) contabilizados no mesmo período do ano passado.
Segundo os dados obtidos pelo BNLData por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), em consulta à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), entre janeiro e junho, o volume total de apostas realizadas nas plataformas autorizadas chegou a R$ 410,85 bilhões (US$ 78,74 bilhões). Desse montante, R$ 377,86 bilhões (US$ 72,42 bilhões) retornaram aos apostadores em prêmios. A taxa de retorno ao jogador (RTP) ficou em 92,2%.
Janeiro apresentou o maior GGR do semestre, com R$ 4,29 bilhões (US$ 822,16 milhões). Já junho, apesar de concentrar 19 dias e 72 partidas da Copa do Mundo, registrou R$ 3,34 bilhões (US$ 640,10 milhões). O volume apostado também caiu ao longo do período, passando de R$ 90,06 bilhões (US$ 17,26 bilhões) em janeiro para R$ 56,67 bilhões (US$ 10,86 bilhões) em junho.
Os números indicam crescimento do mercado regulado, mas em ritmo inferior às projeções que apontavam para uma forte expansão das apostas durante o período da Copa do Mundo.
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R$ 2,49 bilhões destinados a políticas públicas
Do GGR registrado no primeiro semestre, R$ 2,49 bilhões (US$ 477,20 milhões) foram destinados a políticas públicas e finalidades sociais previstas em lei, montante equivalente a aproximadamente 12,4% da receita bruta.
O esporte recebeu a maior parcela, com R$ 870,15 milhões (US$ 166,76 milhões) destinados ao Ministério do Esporte e às secretarias estaduais e do Distrito Federal.
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A saúde recebeu R$ 24,19 milhões (US$ 4,64 milhões). Parte dos recursos é direcionada às políticas de atendimento a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas.
Dados da Receita Federal também apontam R$ 2,48 bilhões (US$ 475,28 milhões) recolhidos no semestre por meio de códigos específicos relacionados às apostas de quota fixa. O valor é praticamente equivalente às destinações sociais identificadas nos dados da SPA/MF, indicando que os montantes se referem ao mesmo fluxo de recursos e não devem ser somados.
Mercado chega a 87 empresas autorizadas
O número de empresas autorizadas a operar apostas de quota fixa também aumentou. O mercado passou de 78 companhias e 182 marcas no primeiro semestre de 2025 para 87 empresas e 188 marcas no mesmo período de 2026.
Os dados acumulados apontam ainda 30,89 milhões de CPFs únicos cadastrados e ativos. Esse número, no entanto, corresponde a um período acumulado de 18 meses e, por isso, não pode ser comparado diretamente com os 17,7 milhões de brasileiros que realizaram apostas apenas no primeiro semestre de 2025.
Entre os apostadores registrados em 2026, 68,47% são homens e 31,53% são mulheres. A faixa etária com maior participação é a de 31 a 40 anos, com 28,95%, seguida pelos grupos de 25 a 30 anos (21,98%) e de até 24 anos (21,30%).