Para 63% dos eleitores, posição de candidatos sobre bets não influencia voto
Pesquisa mostra que tema tem peso limitado na decisão eleitoral, apesar de 70% dos entrevistados apoiarem a proibição das apostas online.
Resumo
- Para 63% dos eleitores, a posição dos candidatos à Presidência sobre as bets não influencia a decisão de voto.
- Apenas 14% afirmam que o tema exerce grande influência na escolha eleitoral.
- 68% dizem que a defesa de regras mais rígidas para as bets também não alteraria sua decisão.
- Apesar do baixo impacto eleitoral, 70% dos entrevistados apoiam a proibição das apostas online.
- A pesquisa ouviu 2 mil eleitores e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
A posição dos candidatos à Presidência sobre as bets não tem nenhuma influência na decisão de voto de 63% dos eleitores brasileiros, segundo pesquisa Indexa/Broadcast divulgada na quinta-feira (1º). O levantamento foi realizado poucos dias após o governo federal anunciar a proibição das apostas online no país.
O resultado mostra que, embora o tema tenha ganhado espaço na reta final da campanha eleitoral, a posição dos presidenciáveis sobre as apostas tem peso limitado na escolha da maioria dos entrevistados. Outros 14% afirmaram que a questão tem grande influência no voto, 9% disseram que exerce alguma influência e 12% apontaram pouca influência.
O levantamento também avaliou especificamente se a defesa de regras mais rígidas para as bets poderia alterar a escolha do eleitor. Nesse cenário, 68% responderam que a posição não mudaria sua decisão. Para 14%, aumentaria muito a chance de votar no candidato, enquanto 6% disseram que aumentaria um pouco. Outros 5% afirmaram que diminuiria a possibilidade de voto.
Veja também: Bets proibidas no Brasil: entenda a trajetória do setor desde a legalização até a decisão de Lula
Proibição das bets tem apoio de 70% dos eleitores
O baixo impacto eleitoral ocorre apesar do amplo apoio à proibição das apostas. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados são favoráveis ao banimento das bets. Outros 21% defendem que o mercado continue permitido, mas submetido a regras mais rígidas.
Apenas 6% preferem a manutenção das regras que estavam em vigor antes da proibição, enquanto 1% defende menos restrições. Os números mostram, portanto, que a maioria dos entrevistados deseja maior rigor sobre o setor, embora a questão não apareça como determinante para a escolha eleitoral da maior parte deles.
Veja também: Proibição das bets gera repercussão na indústria de jogos no país; veja a opinião de especialistas
No recorte político, a proibição é apoiada por 83% dos entrevistados que se declaram lulistas ou petistas e por 67% dos bolsonaristas. Entre as mulheres, o percentual favorável chega a 73%, ante 66% entre os homens. Regionalmente, o Nordeste registra o maior apoio ao banimento, com 75%, enquanto o Norte apresenta o menor, com 61%.
A pesquisa também perguntou sobre a relação entre apostas e endividamento. Para 65% dos entrevistados, as bets contribuem muito para o endividamento das famílias. Outros 16% consideram que contribuem pouco e 17% afirmam que não contribuem. O resultado representa a percepção dos eleitores e não estabelece uma relação de causa entre apostas e endividamento.
Veja também:Proibição das bets: IBJR contesta ação de R$1 bilhão da AGU contra operadoras de apostas
A Indexa/Broadcast ouviu 2 mil eleitores por telefone entre 27 e 29 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00698/2026.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News