Ministro do Trabalho defende proibição das apostas de quota fixa no Brasil; entenda os motivos
O representante do governo federal comentou sobre o impacto dos jogos durante um evento em São Paulo.
São Paulo.- Durante a participação no evento Summit Mulheres Profissões, em São Paulo (SP), Luiz Marinho, o ministro do Trabalho e Emprego, teceu críticas ao mercado de apostas de quota fixa. No encontro, realizado na terça-feira (4), o representante do governo federal defendeu a proibição das bets no país.
Segundo o ministro, a proibição das apostas seria uma forma de proteger os trabalhadores do risco de se viciarem em jogos de azar online. De acordo com Marinho, o jogo compulsivo estaria afetando a produtividade das empresas e gerando afastamentos e demissões.
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“Certo mesmo é proibir, é acabar, porque se está trazendo adoecimento, empobrecimento e endividamento, é um problema sério. Tem que cortar o mal pela raiz e cortar o mal pela raiz é proibir isso no Brasil, e para isso precisa de lei. Só que quem pode criar, decidir, é o Congresso Nacional”, declarou Marinho à Folha.
Ministério da Saúde amplia os teleatendimentos mensais a pessoas com compulsão por apostas online
O Ministério da Saúde anunciou, na terça-feira (4), a ampliação do serviço de teleatendimento para pessoas com suspeita de vício em jogos de azar. De acordo com a pasta, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecera 100 mil atendimentos remotos por mês a jogadores compulsivos maiores de 18 anos, seus familiares e integrantes da rede de apoio.
A iniciativa foi criada no mês de março deste ano, com uma oferta de 600 consulta online mensais realizadas em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O atendimento é gratuito.
O aumento do serviço se deu por conta da alta demanda. O Ministério da Fazenda informou que mais de 1 milhão de pessoas já utilizaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao cidadão bloquear, de uma só vez, o acesso a todos os sites de apostas regulamentados do país.
As consultas do teleatendimento são realizadas por chamada de vídeo, com duração média de 45 minutos. O acompanhamento pode integrar ciclos de até 13 sessões por paciente, de forma individual ou em grupo com familiares. A equipe de atendimento é composta por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte de psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e atenção básica.
O acesso ao serviço deve ser feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, disponível gratuitamente para Android, iOS e versão web. Após login com conta gov.br, o usuário deve selecionar a opção “Miniapps” e clicar em “Problemas com jogos de apostas?”.
O sistema oferece um autoteste baseado em evidências científicas e validado no Brasil. Em casos de risco moderado ou alto, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Para situações de menor risco, o aplicativo orienta a busca pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui CAPS e Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News