Criminosos chineses invadem sites de órgãos públicos brasileiros para impulsionar esquema de fraude em apostas online

Criminosos chineses invadem sites de órgãos públicos brasileiros para impulsionar esquema de fraude em apostas online

O grupo invadiu endereços “.gov.br” para manipular resultados no Google.

Um grupo cibercriminoso chinês invadiu diversos sites brasileiros com final “.gov.br” com o objetivo de impulsionar um esquema internacional de apostas clandestinas. As invasões atingiram endereços de instituições municipais, estaduais e federais. Os suspeitos usavam as páginas eletrônicas públicas para manipular pesquisas do Google e redirecionar para links externos.

Segundo uma reportagem do TecMundo, os invasores, que foram batizados de “Gambling Goblins” por autoridades internacionais, conseguiram entrar em servidores de tribunais de contas estaduais, dezenas de prefeituras, uma assembleia legislativa, uma agência pública federal e um ministério.

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As atividades criminosas foram denunciados pelo pesquisador Amit Yardeni, da Check Point Research (CPR), divisão de inteligência da empresa de segurança cibernética Check Point Software. De acordo com Yardeni, o grupo atua desde o ano passado e mantém ligações com o “Earth Berberoka”, outro coletivo asiático que promove ataques virtuais relacionados a jogos de azar.

Segundo o especialista, os golpistas instalam programas nos sistemas governamentais e fazem com que as pessoas que buscam esses endereços acabem sendo redirecionadas para plataformas de jogos ilegais. Ao invadir os sites gov.br, os criminosos utilizam do prestígio desses domínios para enganar as ferramentas de busca e fazer com que seus links apareçam em destaque nas pesquisas do público.

Em relação aos ataques, o Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov), órgão ligado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), declarou que, apesar dos ataques cibernéticos, não foram identificados vazamento de dados de cidadãos.

De acordo com o representante do governo federal, o CTIR Gov prestaria as orientações técnicas iniciais, mas cada órgão deve buscar corrigir os seus problemas de segurança.

“O tratamento técnico de cada incidente é realizado pelas próprias equipes responsáveis pelos ativos de Tecnologia da Informação do órgão vítima do ataque, tendo em vista que elas possuem o acesso e gestão direta desses ambientes”, explicou o GSI.

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