Quanto os brasileiros realmente apostam nas bets? veja o levantamento

Quanto os brasileiros realmente apostam nas bets? veja o levantamento

Estudo revela o perfil das apostas realizadas em plataformas regulamentadas e aponta diferenças entre o volume de transações e os valores movimentados.

A maior parte das apostas realizadas em plataformas regulamentadas no Brasil é de baixo valor. Levantamento da Paag, empresa de tecnologia especializada em inteligência de dados para o mercado de apostas, mostra que 74% das transações registradas no segundo trimestre de 2026 foram de até R$ 50 (US$ 10).

O estudo analisou dados de 26 casas de apostas autorizadas pelo governo federal, que representam cerca de 30% do mercado regulamentado. Apesar de concentrarem a maioria das operações, as apostas de até R$ 50 (US$ 10) responderam por apenas 23% do valor financeiro movimentado no período.

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As apostas de até R$ 20 (US$ 4) representaram 45% das transações, mas apenas 8% do volume financeiro. Já as apostas entre R$ 20 (US$ 4) e R$ 50 (US$ 10) corresponderam a 29% das operações e 15% do valor movimentado.

“A análise desses dados é fundamental para entendermos não só os rumos do setor mas também em quais aspectos é possível promover melhorias, tanto do ponto de vista das operações em si quanto da segurança e da proteção aos apostadores. Hoje os dados consolidam a previsibilidade do mercado do ponto de vista operacional, com padrões claros, com predominância das microtransações”, destaca João Fraga, CEO da Paag.

Apostas acima de R$ 1 mil representam menos de 1% das transações

Na outra ponta, as apostas superiores a R$ 1.000 (US$ 200) responderam por menos de 1% das transações, mas concentraram 20% de todo o valor financeiro movimentado nas plataformas analisadas.

O levantamento também identificou que 39% das apostas são realizadas entre 18h e 23h, enquanto apostadores com idade entre 25 e 49 anos respondem por cerca de 80% do valor financeiro movimentado.

15,2 milhões de brasileiros fizeram apostas no primeiro trimestre, segundo o Ministério da Fazenda

No primeiro trimestre de 2026, cerca de 15,2 milhões de CPFs únicos fizeram apostas em plataformas de igaming regularizadas, segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. Até março deste ano, as plataformas licenciadas somavam quase 98 milhões de contas ativas.

Os dados foram publicados originalmente pela coluna Grande Angular no Metrópoles com base em informações do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) da SPA. Para o levantamento do número de apostas foram levadas em consideração todas as contas, incluindo usuários que têm múltiplos cadastros.

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Segundo o levantamento, os homens são 68% dos usuários cadastrados e as mulheres são 32%. Os apostadores com idades entre 18 e 24 anos representam 21,66%, já aqueles que têm de 25 a 30 anos são 22,08% dos apostadores. A maior parcela de usuários, com 28,85%, é a que contempla a faixa etária de 31 a 40 anos.

Os dados do Sigap indicam que 44,36% das pessoas possuem conta em apenas uma plataforma de jogos online, ou seja, mais da metade dos apostadores do Brasil têm múltiplas contas. 17,96% se inscreveram em duas casas de apostas. Outros 9,89% mantêm cadastros em três empresas diferentes e 27,78% possuíam contas em quatro ou mais operadoras.

Essas movimentações no mercado regulado gerou uma arrecadação de mais de R$ 3,4 bilhões (US$ 683,5 milhões) no primeiro trimestre de 2026, de acordo com a Receita Federal.

O volume de recursos obtidos pelo governo é uma soma de diferentes tributos que as empresas legalizadas de apostas de quota fixa devem pagar, o que inclui, além da alíquota sobre o Gross Gaming Revenue (GGR), o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

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