Mulheres & Bets: levantamento analisa a relação do público feminino com as apostas no Brasil
A pesquisa constatou que 42% das mulheres já apostaram em algum momento.
Uma pesquisa constatou que 42% das mulheres brasileiras apostam ou já apostaram. Os dados fazem parte do levantamento “Mulheres & Bets”, que visa compreender a relação do público feminino com o mercado de apostas de quota fixa. O estudo produzido pelo estúdio de pesquisa Clarice, em parceria com o Instituto Estratégia Latina e o Instituto de Pesquisa IDEIA.
Segundo os pesquisadores, foram entrevistadas 2008 mulheres no país, além de 20 grupos qualitativos com 60 participantes. As entrevistadas foram ouvidas no mês de julho. Um dos dados constatados foi de que as mães apostam cerca de 1,6 vez mais do que as mulheres sem filhos.
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“As mães que apostam, não apostam para serem a Virgínia, como as pessoas ficam achando. Elas apostam para pagar o bolo do aniversário, para ir comer num japonês, para pedir um delivery, para comprar material escolar. É como se fosse a terceira renda”, explicou Beatriz Della Costa, cofundadora da Clarice.
Outro dado identificado pelos pesquisadores foi o de que 12% das mulheres que nunca apostaram afirmaram que já chegaram a arcar com as despesas de familiares com problemas de compulsão em jogos.
Ainda segundo a pesquisa, as mães que apostas relatam menos ter vergonha de apostar do que mulheres sem filhos. Entretanto, aquelas que exageraram no jogo costuma se sentir culpadas. “Elas têm mais vergonha porque estão botando em risco o papel destinado a elas. Elas se sentem falhando, inclusive, como mães”, afirma Della Costa.
Os desenvolvedores do levantamento recomendam que sejam feitas restrições regulatórias maiores para jogos de cassino online do que em apostas esportivas. Segundo a pesquisa, as mulheres preferem slots e outros games de cassino digital. “As apostas esportivas têm um processo mais longo. Você faz a aposta e espera o jogo acontecer. O cassino online é muito mais rápido, muito mais acessível, e é uma porta de entrada muito mais rápida para o vício”, comentou a cofundadora da Clarice.