Flamengo exibe protesto contra a MP das Bets em espaço da camisa dedicado ao patrocinador máster

(Foto: Reprodução/Instagram/Flamengo)
(Foto: Reprodução/Instagram/Flamengo)

A 29ª rodada do Brasileirão Série A foi marcada por manifestações contra a proibição do setor regulado de apostas.

Resumo

  • O Flamengo entrou em campo com a frase “Proibir não é proteger” estampada no uniforme em protesto contra a MP nº 1.394/2026, que proibiu totalmente o setor de igaming no país.
  • A manifestação ocorreu durante a partida contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Brasileirão 2026.
  • A frase ocupou o espaço onde anteriormente era exibida a logomarca da Betano, patrocinadora máster do clube.
  • O Flamengo é um dos clubes mais engajados em contestar o veto às bets e pediu para participar como amicus curiae no julgamento do STF que pode definir o futuro das apostas de quota fixa no Brasil.
  • A ação integra uma série maior de protestos na rodada do Brasileirão, com mensagens contra a proibição exibidas em painéis de LED nos estádios desde quarta-feira (7), por empresas membros da ANJL e do IBJR.
  • A indústria do futebol tem promovido diversas ações contra o fim das bets, incluindo o documento “Fim do Futebol” e discussões sobre paralisação do campeonato.

São Paulo.- O Flamengo entrou em campo na quinta-feira (8) com um protesto contra o fim das apostas estampado no uniforme. O clube carioca exibiu a frase “Proibir não é proteger” em ato contra a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proibiu totalmente o setor de igaming no país. A manifestação aconteceu durante a partida contra o Santos, na Vila Belmiro, no litoral do estado de São Paulo, em confronto válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A de 2026.

A frase estampada pelo rubro-negro ocupou o espaço que onde anteriormente era estampada a logomarca da casa de apostas Betano, patrocinadora máster do time. O Flamengo é um dos clubes brasileiros de futebol mais engajados em contestar o veto às bets, tendo, inclusive, o pedido aceito para participar como amicus curiae no julgamento que pode definir o futuro das apostas de quota fixa no Brasil que será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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A movimentação do rubro-negro carioca integra uma série maior de protestos realizados durante a rodada do Brasileirão. Desde a quarta-feira (7), houve a exposição de frases contra a proibição das apostas de quota fixa em painéis de LED nos estádios de futebol. As placas publicitárias exibiram mensagens como “Proibir não é proteger” e “A quem interessa o mercado ilegal?“.

Os protestos foram realizados por empresas do setor que são membros da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Essas casas de apostas cederam o espaço publicitário que adquiriram para mostrar as mensagens contra a MP nº 1.394/2026.

Nas partidas da quarta-feira, também foram mostradas mensagens como “Proibir quem segue as regras favorece quem?“, “Não se muda a regra no meio do jogo“, “A demanda não acaba, apenas muda de endereço” e “Quem lucra com as bets ilegais?“.

Essas iniciativas fazem parte de diferentes ações que a indústria do futebol brasileiro tem feito por conta da preocupação com os problemas financeiros e jurídicos que o fim das bets geraria, na visão dos grandes clubes do esporte nacional. Uma das manifestações promovidas foi na semana anterior à publicação da MP das Bets.

Na época, foi publicada o documento “Fim do Futebol“, que argumenta que a retirada das bets representaria a redução no investimento das empresas de apostas autorizadas, as principais fontes de receita do esporte.

Após a publicação da MP nº 1.394/2026, alguns dirigentes dos maiores times do país chegaram a discutir paralisação do Campeonato Brasileiro como forma de pressionar o governo federal a reconsiderar a MP, mas a proposta de interrupção das partidas não avançou.

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