“Proibir não é proteger”: retomada do Brasileirão tem protesto contra fim das bets

(Imagem: Reprodução/CazéTV)
(Imagem: Reprodução/CazéTV)

O protesto dos clubes foi mostrada nas placas publicitárias nos estádios do país.

O Campeonato Brasileiro Série A retornou na quarta-feira (7) após uma pausa de cerca de 15 dias por conta da Data FIFA. A volta das partidas teve um diferencial: a exposição de frases contra a proibição das apostas de quota fixa em painéis de LED nos estádios de futebol. As placas publicitárias exibiram mensagens como “Proibir não é proteger” e “A quem interessa o mercado ilegal?“.

Segundo o ge, os protestos foram realizados por empresas do setor que são membros da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Essas casas de apostas cederam o espaço publicitário que adquiriram para mostrar as mensagens contra a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proibiu totalmente a exploração e publicidade do setor de apostas de quota fixa no país.

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Nas partidas da quarta-feira, também foram mostradas mensagens como “Proibir quem segue as regras favorece quem?“, “Não se muda a regra no meio do jogo“, “A demanda não acaba, apenas muda de endereço” e “Quem lucra com as bets ilegais?“.

A tendência é que o mesmo aconteça nos jogos do Brasileirão desta quinta-feira (8).

O movimento faz parte de diferentes ações que a indústria do futebol brasileiro tem feito por conta da preocupação com os problemas financeiros e jurídicos que o fim das bets geraria, na visão dos grandes clubes do esporte nacional. Uma das manifestações promovidas foi na semana anterior à publicação da MP das Bets.

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Na época, foi publicada o documento “Fim do Futebol“, que argumenta que a retirada das bets representaria a redução no investimento das empresas de apostas autorizadas, as principais fontes de receita do esporte.

Após a publicação da MP nº 1.394/2026, alguns dirigentes dos maiores times do país chegaram a discutir paralisação do Campeonato Brasileiro como forma de pressionar o governo federal a reconsiderar a MP, mas a proposta de interrupção das partidas não avançou.

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