Em recuperação judicial, Jockey Club de São Paulo fecha parceria com instituição financeira

Em recuperação judicial, Jockey Club de São Paulo fecha parceria com instituição financeira

O espaço de corridas de cavalos está com uma dívida de aproximadamente R$ 640 milhões (US$ 123,2 milhões) que correspondem a impostos municipais, estaduais e federais.

São Paulo.- O Jockey Club de São Paulo, que promove corridas de cavalos desde 1875, está em recuperação judicial desde setembro de 2025. Na quarta-feira (19), durante uma assembleia geral extraordinária, foi aprovado um acordo com o banco BTG Pactual.

Segundo o Painel S.A., da Folha de S. Paulo, a parceria estratégica pode injetar R$ 250 milhões (US$ 48,1 milhões) no hipódromo. A decisão na assembleia foi quase unânime, com 115 dos 117 votantes aprovando o acordo. O Jockey Club possui um terreno de 619 mil m².

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O BTG Pactual já tem uma relação com o hipódromo. Em maio, a instituição financeira foi patrocinadora do Grande Prêmio São Paulo, a principal prova do turfe nacional.

O espaço de corridas de cavalos está com uma dívida de aproximadamente R$ 640 milhões (US$ 123,2 milhões) que correspondem a impostos municipais, estaduais e federais. Além disso, a gestão do hipódromo tem outros cerca de R$ 19 milhões (US$ 3,6 milhões) em débitos no processo de recuperação judicial.

Justiça de São Paulo derruba proibição de apostas em animais

A situação financeira do hipódromo poderia ter se agravado caso a Lei Municipal 18.147/2024 não tivesse sido derrubada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). A norma, que proibia apostas em atividades que envolvessem animais na capital paulista, foi declarada inconstitucionalidade pela Justiça.

A legislação municipal foi sancionada em junho de 2024 pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). Os magistrados do TJSP consideraram, por unanimidade, que a competência de decidir sobre a permissão de apostas em uma modalidade é da União. O Tribunal concedeu um mandado de segurança para derrubar a lei.

Ainda em 2024, os administradores do Jockey Club chegaram a conseguir do TJ um mandado de segurança para suspender as punições que a legislação poderia impor. Ao longo dos meses do processo, o Ministério Público do estado deu parecer favorável à nulidade da lei, a Procuradoria-Geral de Justiça ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade e o Tribunal de Justiça acatou a medida.

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