Combate às bets ilegais já retirou do ar mais de 56 mil sites no Brasil

Dados foram apresentados pela secretária de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Daniele Cardoso, (Foto: Ministério da Fazenda)
Dados foram apresentados pela secretária de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Daniele Cardoso, (Foto: Ministério da Fazenda)

Daniele Cardoso detalha atuação da Secretaria de Prêmios e Apostas e aponta medidas para atingir também o fluxo financeiro e os fornecedores das plataformas clandestinas.

Mais de 56 mil sites de apostas ilegais já foram retirados do ar desde o início da ofensiva do governo federal contra as plataformas que atuam sem autorização no Brasil. O balanço foi apresentado pela secretária de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Daniele Cardoso, em entrevista ao podcast Podnews, do SBT News.

Segundo a secretária, o bloqueio das páginas é uma das principais frentes adotadas pela pasta para reduzir a presença do mercado clandestino e precisa ser realizado de forma contínua.

“A gente já derrubou mais de 56 mil sites de plataformas ilegais. Então, é um número considerável e é um trabalho que precisa ser feito sempre”, afirmou.

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Daniele explicou que o combate ao mercado ilegal é uma das prioridades da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ao lado do acompanhamento das empresas que operam de forma regulamentada no país. A preocupação, segundo ela, é que as plataformas clandestinas ficam fora das exigências impostas aos operadores autorizados.

“O combate ao mercado ilegal é uma prioridade da secretaria”, disse. “Você não tem ali as regras necessárias na identificação do usuário, na autoexlcusão, do jogo responsável, da integridade esportiva, de prevenção à lavagem de dinheiro. Nenhuma dessas regras que a gente estabelece para o mercado regulado, uma bet ilegal não cumpre isso.”

SPA mira movimentação financeira das bets ilegais

Além da retirada dos sites do ar, a SPA atua em uma frente que busca atingir o fluxo financeiro que mantém as operações clandestinas. A estratégia, denominada como “asfixia financeira” pela secretaria, passa pela identificação das pessoas jurídicas envolvidas no recebimento e na movimentação dos recursos.

“As instituições financeiras, as instituições de pagamento não podem dar curso às transações financeiras de bets ilegais. Isso faz com que elas também tenham o dever de cautela, de cuidado, de monitoramento”, destacou Cardoso.

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Segundo a secretária, esse monitoramento permite identificar empresas que estão por trás dessas operações e avançar para o encerramento das contas e dos relacionamentos mantidos com instituições financeiras e de pagamento.

“Quando a gente recebe essas informações e a gente também faz os nossos monitoramentos, a gente começa a identificar quem são essas pessoas jurídicas, muitas vezes, que estão por trás dessas bets ilegais. E aí a ideia é fazer justamente o encerramento da conta, encerramento do relacionamento com essas pessoas jurídicas”, explicou.

A expectativa é que o bloqueio dos sites, combinado às restrições financeiras, contribua para aumentar a chamada “canalização” do mercado, ou seja, direcionar apostadores que utilizam plataformas clandestinas para operadores autorizados pelo Ministério da Fazenda.

“É fazer com que as pessoas saiam do mercado ilegal e ela, se quiser jogar, se acha que esse é o mercado para ela, jogar dentro de uma bet legalizada”, afirmou.

Publicidade e fornecedores também estão na mira

Daniele citou ainda outras duas frentes de atuação contra o mercado ilegal: a publicidade e os fornecedores B2B, empresas responsáveis por oferecer jogos, plataformas e outros serviços utilizados pelas casas de apostas.

Nesse segmento, a SPA trabalha na construção de mecanismos para que operadores autorizados contratem fornecedores cadastrados e que não ofereçam seus serviços ao mercado clandestino.

“A ideia é a gente avançar num procedimento onde aqueles agentes operadores, eles são legalizados, autorizados pela gente, eles só podem contratar desses serviços de plataforma, de jogo, que tenha cadastro de alguma maneira com a gente e que não venda para o mercado ilegal”, declarou.

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