Campinas lança serviço de teleatendimento para jogadores compulsivos; veja como funciona
Os usuários do programa serão atendidos por sicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.
São Paulo.- A prefeitura de Campinas (SP) lançou, na quinta-feira (3), o “Virando o Jogo”, um serviço de teleatendimento voltado a pessoas com compulsão em jogos de azar. O programa conta com 12 profissionais da área de saúde, como psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.
Para ter acesso ao serviço, os moradores do município devem ir à plataforma Saúde Digital, por meio de telefone ou da internet, e serão atendidas inicialmente pela assistente virtual Ana. Depois, os usuários serão redirecionados para a equipe de saúde e, posteriormente, serão encaminhados para tratamento na rede municipal de saúde caso seja necessário.
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“É um programa estruturado que abre as portas através do teleatendimento, é articulado com a rede de atendimento para pacientes psiquiátricos da prefeitura e também tem uma parceria importante com o ambulatório de substâncias psicoativas da Unicamp. Então, é toda uma rede estruturada para atender pacientes que hoje comprometem a renda familiar com apostas em bets e sofrem essa propaganda, muitas vezes abusiva”, explicou o prefeito Dário Saadi (Republicanos).
Segundo a Secretaria de Saúde do município, o usuário da plataforma de atendimento responderá um autoteste desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) para identificar indícios de comportamento compulsivo em relação ao jogo. Esse mesmo teste é usado pelo Ministério da Saúde.
“Esse é um problema nacional, não é apenas de Campinas. Nós vamos conscientizar as pessoas que precisam de ajuda – e aqui a família é fundamental para trabalhar junto e acolher -, e os próprios profissionais da área da saúde têm que se sentir capacitados para o enfrentamento dessa nova doença. Claramente, isso é uma doença e tem que ser enfrentada. Estamos trazendo a universidade porque nós precisamos também criar uma expertise de enfrentamento”, disse o secretário de Saúde, Lair Zambon.
De acordo com a gestão municipal, as pessoas que preferirem atendimentos pessoalmente podem ir a um dos 15 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou 69 centros de saúde (CS) distribuídos pelo município do interior paulista.