Proibição das bets ameaça 10 mil empregos para mulheres, alerta AMIG

Proibição das bets ameaça 10 mil empregos para mulheres, alerta AMIG

Entidade manifesta preocupação com declarações que defendem o fechamento ou a proibição de empresas legalizadas e destaca impacto sobre trabalhadoras do setor.

Resumo

  • A AMIG manifestou preocupação com declarações que defendem o fechamento ou a proibição de empresas de apostas que atuam legalmente no Brasil.
  • Segundo a entidade, cerca de 10 mil mulheres trabalham na indústria de jogos e apostas no país.
  • A associação reúne aproximadamente 1.500 profissionais ligadas ao setor.
  • A AMIG afirma que medidas contra o mercado regulado podem afetar empregos, carreiras, renda e a autonomia econômica dessas trabalhadoras.
  • A entidade defende o fortalecimento da regulamentação, maior fiscalização das empresas autorizadas e combate aos operadores ilegais.

A Associação de Mulheres da Indústria do Gaming (AMIG) manifestou preocupação com declarações públicas que defendem o fechamento ou a proibição de empresas de jogos e apostas que atuam legalmente no Brasil. Em carta aberta, a entidade destacou que cerca de 10 mil mulheres trabalham atualmente na indústria e argumentou que medidas contra o mercado regulado podem afetar empregos, carreiras e renda.

Segundo a AMIG, as profissionais atuam em diferentes áreas, como tecnologia, compliance, jurídico, prevenção à lavagem de dinheiro, jogo responsável, atendimento ao consumidor, pagamentos, segurança da informação, marketing e relações governamentais. A associação reúne aproximadamente 1.500 mulheres.

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“Quando se ameaça indiscriminadamente o setor regulado, não se ameaça uma abstração. Ameaçam-se empregos, carreiras, renda, impostos e a autonomia econômica de milhares de mulheres”, afirma a entidade.

Na carta, a AMIG reconhece a necessidade de medidas de combate ao mercado ilegal, ao endividamento e ao jogo problemático, além da proteção de pessoas vulneráveis. A entidade, porém, defende que essas discussões diferenciem as empresas autorizadas pelo governo federal dos operadores clandestinos.

A associação também destaca a participação feminina entre os consumidores de apostas. Com base em dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), a AMIG afirma que as mulheres representam 31,7% dos apostadores ativos no mercado regulado brasileiro, correspondendo a cerca de 10,1 milhões de apostadoras entre 31,8 milhões de apostadores únicos ativos.

Para a entidade, eventuais problemas no mercado devem ser enfrentados com aperfeiçoamento das regras, fiscalização e combate às empresas ilegais. A AMIG também defende políticas de prevenção e tratamento do jogo problemático, educação financeira, publicidade responsável e fortalecimento das ferramentas de proteção aos consumidores.

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Ao final do documento, a associação pede ao presidente da República, ao Ministério da Fazenda, ao Congresso Nacional e às demais autoridades envolvidas no debate que diferenciem as empresas que cumprem a legislação daquelas que atuam à margem das regras.

“O caminho responsável é combater o ilegal, fiscalizar o legal e aperfeiçoar continuamente a regulamentação”, afirma a AMIG.

Neste artigo:
AMIG Brasil Impacto econômico Participação feminina Regulamentação Regulamentação do jogo