Eleições 2026: pesquisa indica que críticas de Lula às bets têm pouco impacto entre eleitores evangélicos
Levantamento encomendado pela ANJL mostra que corrupção, segurança pública e pautas de costumes pesam mais na avaliação do presidente do que as apostas online.
Um estudo encomendado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) sugere que as apostas online têm influência limitada na percepção dos eleitores evangélicos em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva de olho nas eleições de 2026.
Realizada na Região Metropolitana de São Paulo, a pesquisa aponta que apenas 1% dos entrevistados cita as bets como motivo para rejeitar o presidente. O resultado contrasta com o espaço que o tema vem ocupando no debate político nos últimos meses, especialmente após o governo intensificar as críticas ao setor de apostas online.
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Segundo o levantamento, a corrupção aparece como o principal fator de rejeição a Lula entre os evangélicos, sendo mencionada por 34,5% dos entrevistados. Na sequência aparecem temas como ideologia de gênero, segurança pública, Supremo Tribunal Federal (STF), socialismo e aborto.
“O que os dados mostram é que o debate sobre apostas não ocupa o espaço central da agenda dessa parcela do eleitorado”, comenta Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e sócio do Betlaw, escritório voltado para o setor de betting.
Baixo envolvimento com apostas
A pesquisa também investigou a relação dos evangélicos com as apostas esportivas. De acordo com os resultados, menos de 3% dos entrevistados apostam regularmente, enquanto apenas 12% afirmaram já ter realizado alguma aposta. A maioria declarou nunca ter utilizado plataformas do segmento.
O levantamento ainda avaliou o nível de conhecimento dos participantes sobre a diferença entre apostas esportivas e jogos de azar. Mais da metade afirmou compreender essa distinção. No entanto, a análise das respostas identificou inconsistências entre o conhecimento declarado e as opiniões sobre a regulamentação do setor.
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Segundo o estudo, entre os entrevistados favoráveis à extinção das bets, cerca de metade admitiu não saber diferenciar apostas esportivas de jogos de azar. Já o grupo que apoia a regulamentação ou a liberação da atividade representa quase 40% dos participantes.
Debate sobre as bets no cenário político
A divulgação da pesquisa ocorre em um momento em que o setor de apostas se tornou tema frequente no debate público. Nas últimas semanas, Lula voltou a fazer críticas às bets, associando a atividade a impactos sociais negativos e defendendo um controle mais rigoroso sobre o mercado.
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Nesse contexto, os resultados do levantamento indicam que, ao menos entre os evangélicos da Região Metropolitana de São Paulo, as apostas online têm peso reduzido na formação da opinião sobre o presidente e aparecem atrás de temas tradicionalmente ligados ao debate político e de costumes.
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Com as eleições de 2026 se aproximando, a pesquisa sugere que pautas como corrupção, segurança pública e valores morais continuam exercendo influência maior sobre esse segmento do eleitorado do que o debate em torno das apostas online.