Ministro Guilherme Boulos volta a defender a proibição das apostas no Brasil
O chefe da Secretaria-Geral da Presidência alega que as empresas de apostas online estariam financiando “um monte de coisa errada”.
Brasília.- O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, voltou a criticar as empresas de apostas de quota fixa. O representante do governo federal concedeu uma entrevista ao programa “Bom dia, Ministro” na terça-feira (12) e defendeu novamente a proibição total das apostas no país.
Boulos afirmou que, se dependesse dele, as apostas seriam proibidas. O argumento para justificar a proibição é de que as bets estariam “financiando um monte de coisa errada”, nas palavras do ministro. Além disso, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, algumas empresas de apostas estariam “bancando uma grande quantidade de perfis em redes sociais para atacar o governo”.
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“A minha posição é que tinha que proibir as bets no Brasil. O Lula tentou uma regulamentação no Congresso, que foi aprovada, mas ela não resolveu. Várias bets estão envolvidas com lavagem de dinheiro”, disse o ministro.
“As bets conseguiram fazer um lobby no Congresso para evitar a taxação, elas pagam 12% de imposto, metade do imposto de renda do trabalhador, isso é um escândalo. Estão corroendo a família brasileira, o orçamento das famílias, transformando o tempo do trabalhador em tempo de vício. Tem que acabar essa farra das bets”, acrescentou Boulos.
PT endurece discurso contra bets e avalia até proibição de apostas online
O Partido dos Trabalhadores (PT) determinou diretrizes que colocam as plataformas de apostas esportivas no centro da estratégia política e de comunicação da sigla para as eleições de 2026.
O partido decidiu intensificar críticas ao setor de bets, associando as apostas ao endividamento das famílias brasileiras. A estratégia inclui o uso do mote “Taxação BBB” — bancos, bilionários e bets — como forma de ampliar apoio popular e dialogar com segmentos religiosos.
O PT adota duas abordagens principais. A sigla defende a taxação das plataformas de apostas como parte da reforma tributária, sem propor a proibição imediata da atividade. Já nas diretrizes do programa de governo, o tom é mais duro: o partido sugere a possibilidade de proibir apostas online ou aplicar um imposto seletivo superior ao de produtos como álcool e tabaco.
A pauta tem sido vista internamente como ponto de convergência entre a base governista e parlamentares evangélicos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém discurso público crítico às apostas, classificadas por ele como “jogatina”.