Tribunal de Contas da União deseja analisar critérios do governo federal para conceder licenças às bets

Tribunal de Contas da União deseja analisar critérios do governo federal para conceder licenças às bets

A entidade investigaria suposta falta de transparência nos critérios da SPA.

Brasília.- Lucas Furtado, sub-procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), encaminhou uma solicitação, na terça-feira (16), para que o Tribunal de Contas da União (TCU) analise os critérios que o governo federal utiliza para conceder autorização para que operadoras de apostas de quota fixa atuarem no país.

De acordo com o que publicou o Estadão, o sub-procurador do MPTCU indicou que há falta transparência nos procedimentos da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda para conceder as autorizações.

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Segundo o representante do MPTCU, a iniciativa visa prevenir lavagem de dinheiro, evitar que empresas de fachada se instalem no país e que pessoas investigadas se envolvam com o setor.

A solicitação foi recebida pelo ministro do TCU Bruno Dantas e encaminhada para a Unidade de Auditoria Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal). A AudFiscal deve examinar quem são os sócios das empresas de apostas licenciadas e quais seriam os beneficiários finais da operação dessas companhias.

TCU cobra ação coordenada contra bets ilegais e lavagem de dinheiro no Brasil

O Tribunal de Contas da União aprovou uma série de recomendações voltadas ao combate à lavagem de dinheiro associada a apostas online e à atuação de casas de apostas ilegais no Brasil. As medidas constam no Acórdão nº 1296/2026, aprovado pelo Plenário da Corte em sessão realizada no dia 19 de maio.

A auditoria operacional avaliou os controles adotados pela administração pública para prevenir crimes financeiros ligados ao setor de apostas virtuais, além da atuação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA) na coordenação das políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Entre as principais recomendações, o TCU orienta a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda a criar um mecanismo permanente de coordenação interinstitucional para combater operadores ilegais. A proposta prevê a participação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Banco Central, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal e órgãos de persecução penal.

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