CPI das Bets: Adélia Soares será conduzida coercitivamente para depor como testemunha
A Justiça Federal de São Paulo autorizou a condução coercitiva da advogada, que não compareceu ao primeiro depoimento.
A advogada e influenciadora Adélia Soares, que também representa a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, será obrigada a depor como testemunha na CPI das Bets por meio de condução coercitiva. Adélia foi convocada para depor no dia 29 de abril, mas não compareceu. A Justiça Federal de São Paulo autorizou sua condução coercitiva, a pedido da comissão da CPI das Bets, que investiga crimes relacionados a casas de apostas online ilegais.
Segundo publicação do UOl, Adélia Soares, sócia da empresa Payflow Processadora de Pagamentos LTDA, foi indiciada pela Polícia Civil do Distrito Federal por falsidade ideológica e associação criminosa, conforme requerimento da relatora da CPI, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
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As investigações indicam que a advogada teria ajudado uma organização internacional a montar e operar jogos de azar ilegais no Brasil, utilizando a Playflow como uma fachada. A Playflow teria sido utilizada para realizar movimentações financeiras suspeitas, com indícios de lavagem de dinheiro e transações irregulares, em desacordo com as normas do Banco Central.
As operações envolviam o uso de documentos falsificados e práticas fraudulentas. Além disso, a empresa estaria associada a uma companhia registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, o que indica a possível internacionalização das atividades ilegais.
CPI das Bets é prorrogada por mais 45 dias
O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) anunciou a prorrogação por 45 dias da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, que investiga a possível relação entre casas de apostas online com crimes, como lavagem de dinheiro. Com a extensão das atividades, a CPI deve funcionar até junho.
De acordo com a Agência Senado, o requerimento de prorrogação foi feito pelo presidente da Comissão, o senador Dr. Hiran (PP-RR). Caso a solicitação não tivesse sido aceita, as atividades do colegiado teriam encerrado na própria quarta (30).
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A relatora da CPI, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), havia solicitado a Alcolumbre que a prorrogação fosse de 130 dias, argumentando que em fevereiro as atividades foram suspensas por 63 dias.
“Nós estamos lidando com mais de 3 mil bets, que estão proporcionando evasão de divisas, lavagem de dinheiro do crime organizado, bancarrota de famílias”, argumentou a relatora para justificar a necessidade de mais reuniões do colegiado.