Proibição de bets reguladas impulsiona criação de mais de 800 sites ilegais em 48 horas

Proibição de bets reguladas impulsiona criação de mais de 800 sites ilegais em 48 horas

Monitoramento da Legitbet aponta mais de 34 mil casas clandestinas confirmadas desde a MP que suspendeu o mercado regulado.

Resumo

  • A Legitbet, plataforma da ANJL, identificou 820 novos sites suspeitos de bets clandestinas na segunda (26) e na terça-feira (27), quase 400 por dia.
  • Segundo a ANJL, os links corroboram a preocupação de que a MP nº 1.394/2026 proibiu apenas o setor regulamentado, deixando as bets ilegais acessíveis.
  • Desde a publicação da MP, em 25 de setembro, foram detectados mais de 60.400 sites suspeitos, e 56% foram confirmados como ilegais, mais de 34 mil casas sem licença.
  • As plataformas são divulgadas principalmente em grupos do Telegram, além de Facebook, Instagram, TikTok e Kwai, com média de 375 novos links de publicidade por dia.
  • Os sites prometem bônus por depósito, não têm ferramentas para barrar menores de idade e não garantem o pagamento de ganhos aos usuários.

A Legitbet, plataforma de monitoramento da ANJL, identificou 820 novos sites suspeitos de operar apostas clandestinas em apenas dois dias, uma média de quase 400 por dia. O número reforça o argumento da associação de que a MP nº 1.394/2026, ao proibir somente o mercado regulado de igaming, deixou o campo livre para operadores sem licença. Desde 25 de setembro, mais de 34 mil bets ilegais já foram confirmadas, o que expõe os apostadores a riscos como falta de proteção a menores e ausência de garantia de pagamento.

Um levantamento feito pela Legitbet, plataforma de monitoramento de sites ilegais da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), identificou 820 novos sites suspeitos de serem casas de apostas clandestinas. Os links duvidosos foram detectados na segunda-feira (26) e terça-feira (27), uma média de quase 400 novas bets ilegais por dia.

De acordo com a ANJL, esses links irregulares corroboram a preocupação de que a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026 proibiu a operação apenas do setor regulamentado de igaming no país, abrindo espaço para que bets clandestinas sejam acessadas livremente.

Veja também: MP que proíbe bets se aproxima do regime de urgência sem comissão instalada

O monitoramento do crescimento do mercado ilegal de apostas se intensificou após a publicação da MP em 25 de setembro deste ano. Desde essa data, a Legitbet já detectou mais de 60.400 sites suspeitos, tendo confirmado se tratarem de bets clandestinas em 56% dos casos, ou seja, mais de 34 mil casas de apostas operando sem licença no país desde a proibição do mercado regulado.

As plataformas ilegais são promovidas por canais em redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados para atrair apostadores. Os principais canais de transmissão são páginas do Facebook, perfis no Instagram, TikTok e Kwai e, principalmente, grupos do Telegram. Segundo a Legitbet, a média de links de publicidade de bets ilegais é de 375 novos links por dia.

As plataformas clandestinas de apostas online costumam prometer bônus em caso de depósito, algo que a legislação anterior à MP proibia. Além disso, os sites não possuem ferramentas para impedir o acesso de menores de idade e não há garantia de que os usuários receberão eventuais ganhos.

Perguntas frequentes (FAQs)

Quantas bets ilegais foram identificadas após a MP nº 1.394/2026? Mais de 34 mil casas de apostas sem licença foram confirmadas desde 25 de setembro. A Legitbet detectou mais de 60.400 sites suspeitos no período, e 56% se mostraram clandestinos.

O que é a Legitbet? É a plataforma de monitoramento de sites ilegais da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). Ela rastreia novas casas de apostas clandestinas e os links usados para divulgá-las.

Onde as bets ilegais são divulgadas? Principalmente em grupos do Telegram, além de páginas no Facebook e perfis no Instagram, TikTok e Kwai. A Legitbet registra média de 375 novos links de publicidade por dia.

Quais são os riscos de apostar em sites ilegais? Esses sites não têm ferramentas para impedir o acesso de menores e não garantem que o usuário receba eventuais ganhos. Também costumam oferecer bônus por depósito, prática que a legislação anterior à MP proibia.

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