ANJL parabeniza Lula pela reeleição e pede diálogo sobre o mercado regulado de apostas
A entidade quer retomar o debate para aperfeiçoar o mercado regulado e combater as bets ilegais.
Resumo
- A ANJL publicou nota parabenizando o presidente reeleito Lula (PT), que venceu o segundo turno de 2026 com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).
- A associação espera que o diálogo seja restabelecido e quer retomar o debate sobre o mercado regulado de apostas no país.
- A entidade destaca preocupação com o crescimento do mercado clandestino após a MP nº 1.394/2026, que proíbe a operação e a publicidade das casas de apostas regulamentadas.
- Segundo a Legitbet, plataforma de monitoramento da ANJL, foram identificados mais de 30 mil sites irregulares ativos e mais de 1.400 links suspeitos nas redes sociais, principalmente no Telegram.
- Com o IBJR, a ANJL pediu ao STF a suspensão da MP ou, alternativamente, que as empresas autorizadas operem até 31 de dezembro de 2026, com prazos de encerramento a partir de 1º de janeiro de 2027.
A ANJL, que representa o mercado regulado de apostas de quota fixa, parabenizou o presidente reeleito Lula e disse esperar a retomada do diálogo sobre o setor, que enfrenta a proibição imposta pela MP nº 1.394/2026. A entidade afirma que, durante a proibição às empresas legalizadas, as bets ilegais “dominaram o país”, e cita mais de 30 mil sites irregulares ativos identificados pela Legitbet. Em paralelo, a associação e o IBJR recorreram ao STF para suspender a MP ou garantir que as empresas autorizadas operem até 31 de dezembro de 2026.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), uma das entidades que representa o mercado regulado de apostas de quota fixa no país, publicou uma nota cumprimentando e parabenizando o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula venceu o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. O segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), recebeu 59.826.041 votos, o que representa 48,21% votos válidos.
“Como representante das empresas de apostas de quota fixa no Brasil, a associação espera que o diálogo seja restabelecido e o estado democrático de direito prevaleça”, publicou a Associação. A instituição declarou que espera poder retomar o debate sobre o mercado regulado de apostas no país.
Veja também: Lula reeleito: o que acontece agora com as bets no Brasil?
A entidade também aproveitou para ressaltar a preocupação com o crescimento do mercado clandestino de igaming após a publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proíbe a operação e a publicidade do setor regulado de casas de apostas no Brasil.
“A ANJL reafirma o seu compromisso com o bem-estar social e se coloca à disposição, mais uma vez, para, junto com o Congresso Nacional e o Executivo, aperfeiçoar o mercado regulado e combater as bets ilegais que, infelizmente, dominaram o país durante a proibição às empresas legalizadas”, conclui a nota.
A ANJL, por meio da Legitbet, plataforma de monitoramento de sites ilegais da Associação, identificou, desde a publicação da MP nº 1.394/2026, mais de 30 mil sites irregulares que permaneciam ativos e acessíveis no Brasil, além de mais de 1.400 links suspeitos que divulgam essas bets ilegais nas redes sociais, principalmente em canais do Telegram.
Em conjunto com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação entrou com pedidos no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a MP das Bets ou, como alternativa, para que as empresas autorizadas possam continuar operando até 31 de dezembro de 2026, com os prazos para encerramento iniciados em 1º de janeiro de 2027.
Perguntas frequentes (FAQs)
- O que a ANJL pediu ao governo após a reeleição de Lula? A associação espera que o diálogo seja restabelecido e que o debate sobre o mercado regulado seja retomado. Ela se colocou à disposição do Congresso e do Executivo para aperfeiçoar o setor e combater as bets ilegais.
- Quantos sites de apostas ilegais foram identificados após a MP nº 1.394/2026? Segundo a Legitbet, plataforma da ANJL, mais de 30 mil sites irregulares permaneciam ativos e acessíveis no Brasil. Também foram identificados mais de 1.400 links suspeitos nas redes sociais, principalmente no Telegram.
- O que ANJL e IBJR pediram ao STF sobre a MP das bets? As entidades pediram a suspensão da MP ou, como alternativa, que as empresas autorizadas possam operar até 31 de dezembro de 2026. Nesse caso, os prazos de encerramento começariam em 1º de janeiro de 2027.
- O que a MP nº 1.394/2026 determina para as casas de apostas? A MP proíbe a operação e a publicidade do setor regulado de casas de apostas no Brasil. A ANJL afirma que isso favoreceu o crescimento do mercado clandestino de igaming.