Aumento do imposto das bets não inviabiliza o negócio, afirma presidente da Caixa
A instituição solicitou a autorização do Ministério da Fazenda para lançar a própria plataforma de apostas.
O aumento do imposto para plataformas do setor de apostas esportivas para 18% gerou insatisfação do setor, que argumentou que a alta carga tributária poderia desestimular a operação das empresas comprometida que a legalidade e daria espaço para o crescimento do mercado clandestino. Entretanto, para o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, uma bet pagar 18% de taxação “é razoável e não inviabiliza o negócio”.
A afirmação de Vieira foi feita durante uma entrevista para o Valor. A subsidiária do banco estatal, a Caixa Loterias, foi uma das instituições que solicitou à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda a licença de exploração de apostas esportivas no país. A entidade chegou a conseguir uma autorização temporária, mas a liberação foi suspensa por falta de apresentação de parte da documentação exigida.
O banco estatal planejava lançar a própria bet neste ano, mas, segundo o Carlos Vieira, o plano não saiu das discussões internas e, com a suspensão do processo de licença, a presidência da Caixa não sabe quando a plataforma de jogos online deve ser implantada.
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“Desde 1966 a Caixa trabalha com apostas, com loterias. Estamos na fase ainda de assinatura de acordo de confidencialidade (NDA), estamos estudando essa questão da bet. A tributação do banco é de 48%, e nas bets vai sair de 12% para 18%. Arrecadamos no ano passado, com loterias, em torno de R$ 25,5 bilhões, e 48% disso foi tributado. A bet pagar 18% é razoável, não inviabiliza o negócio. A grande questão das bets é o payout, ou seja, quanto ela vai pagar de prêmio. Cada uma vai ter de fazer suas contas, dentro das suas precificações”, afirmou o presidente ao Valor.
Loterias Caixa anuncia novo acordo de patrocínio ao Comitê Paralímpico Brasileiro
As Loterias Caixa anunciou, no dia 22 de maio, a renovação do contrato de patrocínio ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O novo acordo é o maior da história do esporte paralímpico nacional. A parceria corresponde ao próximo ciclo olímpico que vai até 2028, após os Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos.
O novo acordo foi assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo (SP). A instituição responsável pelas loterias federais vai repassar um R$ 40 milhões (USD 7 mi) por ano, totalizando R$ 160 milhões (USD 28.3 mi) em investimentos em 18 modalidades e mais de 120 paratletas.
A parceria entre as Loterias Caixa e o Comitê Paralímpico Brasileiro já dura mais de 20 anos, sendo o patrocínio mais longo da história dos esportes paralímpicos no mundo.