Após alegar prejuízos com proibição das bets, Fluminense recorre à Justiça e consegue adiar dívida trabalhista

Superbet é patrocinadora máster do Tricolor das Laranjeiras (Foto: Marcelo Gonçalves - Fluminense)
Superbet é patrocinadora máster do Tricolor das Laranjeiras (Foto: Marcelo Gonçalves - Fluminense)

Clube apontou perda de receitas com o patrocínio da Superbet e obteve autorização para prorrogar pagamento de R$ 1,35 milhão relacionado a acordo trabalhista.

Resumo

  • O Fluminense recorreu à Justiça após alegar prejuízos financeiros decorrentes da proibição das bets no Brasil.
  • O clube conseguiu adiar para 30 de outubro o pagamento de uma parcela trabalhista de R$ 1,35 milhão.
  • A Superbet mantinha um contrato de patrocínio com o Fluminense estimado em R$ 53 milhões anuais.
  • A marca Superbet foi substituída pela Superscore, plataforma de estatísticas esportivas do mesmo grupo empresarial.
  • O Fluminense também busca participar das ações no STF que questionam a constitucionalidade da proibição das apostas.

Rio de Janeiro.- O Fluminense recorreu à Justiça do Trabalho após alegar dificuldades financeiras provocadas pela proibição das apostas esportivas no Brasil. O clube argumentou que a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026 afetou suas receitas de patrocínio com a Superbet e conseguiu adiar para 30 de outubro o pagamento de uma parcela de R$ 1,35 milhão (US$ 269 mil) de um acordo trabalhista.

O pedido foi apresentado ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). Segundo o clube, a suspensão das atividades e da publicidade das empresas de apostas provocou uma redução inesperada de receitas, comprometendo o cumprimento de obrigações financeiras. A notícia foi divulgada pelo o Terra.

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A Superbet era a patrocinadora máster do Fluminense, com um contrato estimado em R$ 53 milhões (US$ 10,56 milhões) anuais. Com a entrada em vigor da MP, que proibiu a exploração e a publicidade das apostas de quota fixa, a empresa precisou interromper a exposição de sua marca no uniforme da equipe.

Na solicitação encaminhada à Justiça, o Fluminense informou que havia realizado normalmente o pagamento de uma parcela com vencimento em 25 de setembro. Entretanto, alegou dificuldades para quitar a obrigação seguinte, prevista para 30 de setembro, em razão dos impactos financeiros da proibição.

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A Justiça aceitou o pedido e autorizou o adiamento do pagamento de R$ 1,35 milhão para 30 de outubro. Na mesma data, o clube também deverá pagar outra parcela, de aproximadamente R$ 1,5 milhão, referente ao acordo de Centralização das Execuções Trabalhistas.

Além das consequências financeiras, a proibição provocou mudanças na camisa do Fluminense. A marca Superbet foi substituída pela Superscore, plataforma gratuita de estatísticas esportivas pertencente ao mesmo grupo empresarial. A alteração foi uma alternativa encontrada para manter a parceria comercial sem divulgar diretamente uma operadora de apostas.

O caso ocorre em meio à mobilização de clubes brasileiros contra os efeitos da MP nº 1.394/2026. Equipes que mantinham contratos com empresas de apostas passaram a enfrentar dificuldades relacionadas à interrupção de receitas e à necessidade de renegociar acordos comerciais.

O Fluminense também está entre os clubes que solicitaram participação nas ações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proibição das bets. As discussões judiciais e a análise da medida pelo Congresso Nacional poderão definir o futuro dos contratos de patrocínio e das operações de apostas no país.

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