AGU pode acionar oito bets na Justiça por atraso no envio de dados para devolução de recursos

AGU pode acionar oito bets na Justiça por atraso no envio de dados para devolução de recursos

Empresas não cumpriram prazo para fornecer informações aos bancos; R$ 159 milhões ainda precisam ser devolvidos aos apostadores.

Resumo

  • AGU pretende acionar oito bets por não enviarem dados necessários à devolução de recursos.
  • Empresas descumpriram o prazo estabelecido para fornecer informações às instituições financeiras.
  • Cerca de R$ 159 milhões ainda precisam ser devolvidos aos apostadores.
  • Mais de R$ 1 bilhão já foi restituído após a proibição das apostas online.
  • Bancos têm até 14 de outubro para concluir os pagamentos aos usuários.

Brasília.- A Advocacia-Geral da União (AGU) deve acionar judicialmente oito empresas de apostas online que não encaminharam às instituições financeiras as informações necessárias para a devolução dos saldos dos apostadores. O prazo para o envio dos dados terminou na quarta-feira (7), mas as operadoras não cumpriram a determinação.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, as empresas de apostas ainda precisam devolver R$ 159 milhões (US$ 31,88 milhões) aos usuários após a proibição das bets no país. O valor corresponde aos recursos que permaneceram nas plataformas depois do encerramento do prazo para saques voluntários, em 5 de outubro.

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As informações atualizadas pelas operadoras indicam que os valores pendentes pertencem a 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em aproximadamente 70,5 milhões de contas. Do total, 90% possuem saldo inferior a R$ 1, enquanto 97% têm menos de R$ 10 ( US$ 5) disponíveis para restituição.

Para viabilizar os pagamentos, as empresas deveriam informar aos bancos os valores devidos a cada apostador, identificados pelo CPF, além dos dados das contas bancárias utilizadas nos depósitos. Segundo informações, A AGU pretende recorrer à Justiça para obrigar as oito operadoras a fornecer essas informações.

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O balanço divulgado pelo governo também aponta que mais de R$ 1 bilhão (US$ 200,52 milhões) já foi devolvido aos apostadores. Com isso, o montante informado como pendente caiu de aproximadamente R$ 1,2 bilhão (US$ 240,63 milhões) para R$ 159 milhões (US$ 31,88 milhões), conforme atualização dos dados enviados pelas próprias empresas.

As instituições financeiras têm até quarta-feira (14) para concluir os pagamentos. Caso a devolução não seja realizada por impedimentos operacionais, os recursos deverão ser transferidos à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por intermediar a restituição aos apostadores.

O procedimento de devolução foi estabelecido após a publicação da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa e cassinos online no Brasil.

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A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, também estabeleceu obrigações para o encerramento das atividades das operadoras, incluindo a prestação de informações financeiras e a regularização de pendências. As empresas continuam responsáveis pelos compromissos assumidos durante o período em que estavam autorizadas a funcionar.

Até o momento das informações consultadas, os nomes das oito empresas não haviam sido divulgados, e não havia confirmação do protocolo das ações judiciais anunciadas pela AGU.

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