Sindibets-SP contesta impacto positivo do fim das bets no comércio e alerta para demissões
Entidade aponta perda de mais de 5 mil empregos após a proibição das apostas e afirma que ainda não existem dados suficientes para relacionar o fim das bets ao aumento do consumo no varejo.
Resumo
- Sindibets-SP afirma que mais de 5 mil empregos foram perdidos após a proibição das bets no Brasil.
- Entidade questiona a relação entre o fim das apostas regulamentadas e o aumento do consumo no comércio.
- Sindicato alerta que a proibição pode incentivar a migração de apostadores para plataformas ilegais.
- Sindibets-SP defende medidas para preservar empregos e reduzir os impactos da MP 1.394/2026.
- Entidade apoia o fim da escala 6×1 e destaca que empresas do setor já adotam a jornada 5×2.
São Paulo.- O Sindicato das Empresas de Apostas de Quota Fixa do Estado de São Paulo (Sindibets-SP) afirmou que mais de 5 mil empregos já foram perdidos no setor de apostas após a publicação da Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que proibiu as bets no Brasil. Em nota divulgada na quinta-feira (15), a entidade alertou para os impactos da medida sobre trabalhadores e empresas e defendeu a preservação dos postos de trabalho.
Segundo o sindicato, a proibição das apostas regulamentadas ameaça milhares de empregos diretos e indiretos vinculados à atividade. A entidade destacou que as empresas enfrentam dificuldades para manter seus funcionários, menos de 30 dias após a publicação da medida provisória, em 25 de setembro.
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O Sindibets-SP também questionou avaliações que associam o fim das bets a uma possível melhora no consumo do comércio brasileiro. Para a entidade, ainda não existem dados suficientes para estabelecer uma relação direta entre a proibição das apostas e o aumento das vendas no varejo.
“Uma percepção registrada em poucos dias, sem dados concretos de vendas ou uma análise capaz de isolar os diferentes fatores que influenciam o varejo, por exemplo, não permite afirmar que uma eventual melhora no consumo tenha sido causada pelo fim das bets”, afirmou o sindicato.
A entidade argumentou que fatores como renda, emprego, inflação, crédito e poder de compra precisam ser considerados antes de atribuir eventuais mudanças no comportamento dos consumidores ao encerramento das atividades das plataformas regulamentadas.
Outro ponto destacado foi o risco de migração dos apostadores para o mercado clandestino. Na avaliação do Sindibets-SP, a proibição não elimina a demanda por apostas, mas pode direcionar usuários para plataformas ilegais, que operam sem os mecanismos de proteção e fiscalização previstos na legislação brasileira.
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Na nota, o sindicato também manifestou apoio à aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Congresso Nacional. Segundo a entidade, diversas empresas regulamentadas do setor de apostas já adotam a jornada 5×2 há mais de dois anos, demonstrando que é possível conciliar produtividade e melhores condições de trabalho.
Apesar do apoio à mudança na jornada, o Sindibets-SP ressaltou que o principal desafio das empresas de apostas neste momento é preservar os empregos existentes. A entidade informou que mantém diálogo com empresas e sindicatos de trabalhadores para buscar alternativas que reduzam os impactos da MP 1.394/2026.
Por fim, o sindicato defendeu que as decisões sobre o mercado de apostas sejam fundamentadas em dados e análises consistentes, com atenção à proteção dos trabalhadores, à manutenção das atividades regulamentadas e ao combate às plataformas ilegais.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News