Senacon orienta Procons sobre fiscalização de publicidade de bets após proibição

Senacon orienta Procons sobre fiscalização de publicidade de bets após proibição

Encontro realizado em Minas Gerais abordou identificação de anúncios irregulares, preservação de provas e responsabilização de influenciadores digitais e plataformas.

Resumo

  • Senacon orientou Procons sobre a fiscalização da publicidade de bets após a MP nº 1.394/2026.
  • Órgãos de defesa do consumidor receberam orientações para identificar anúncios irregulares e preservar provas.
  • Influenciadores digitais e plataformas podem ser responsabilizados pela divulgação irregular de apostas.
  • Encontro discutiu os impactos das apostas na saúde mental e no endividamento das famílias.
  • Senacon defendeu a atuação conjunta dos órgãos de defesa do consumidor para garantir o cumprimento das novas regras.

Minas Gerais.- A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), orientou órgãos de defesa do consumidor sobre a fiscalização da publicidade de apostas online após a entrada em vigor da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu as bets no Brasil. As orientações foram apresentadas durante o Encontro Técnico de Defesa do Consumidor, realizado nos dias 5 e 6 de outubro, em Belo Horizonte (MG).

Promovido pelo Procon-MG, o evento reuniu representantes do Sistema Estadual de Defesa do Consumidor para discutir os impactos da proibição, a proteção dos consumidores e as responsabilidades dos agentes envolvidos na divulgação de apostas. Um dos principais temas foi a identificação de publicidade irregular, especialmente em plataformas digitais e conteúdos divulgados por influenciadores. A Senacon também apresentou procedimentos para preservação de provas e responsabilização dos envolvidos na promoção das apostas.

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A coordenadora de Sanções Administrativas da Senacon, Gabriela Rodrigues Schifter, conduziu uma oficina voltada à fiscalização das bets e destacou a importância da atuação conjunta dos órgãos de defesa do consumidor.

“A oficina busca dar segurança e auxiliar na articulação com os órgãos de defesa do consumidor. Nosso objetivo é oferecer orientações práticas para identificar a publicidade irregular, preservar as provas e responsabilizar os agentes envolvidos, inclusive no ambiente digital”, afirmou.

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Durante o encontro, também foram discutidas as consequências das apostas online para a saúde mental, o comprometimento do orçamento familiar, o acesso ao crédito e os riscos de superendividamento.

A chefe de Apoio Jurídico do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Senacon, Lorenna Costa Pereira, participou das discussões sobre publicidade e proteção dos consumidores no novo cenário jurídico. Ela também ministrou uma palestra sobre prevenção e combate ao superendividamento, destacando a necessidade de integração entre os órgãos responsáveis pelo atendimento à população.

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A MP nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional. A medida alterou o cenário regulatório do setor e passou a exigir novas ações de fiscalização.

O Encontro Técnico de Defesa do Consumidor chegou à sua 32ª edição em 2026. A iniciativa é organizada pelo Procon-MG, por meio da Escola Estadual de Defesa do Consumidor (EEDC), com apoio da Senacon e do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPDC).

Neste artigo:
Brasil Impactos das apostas na saúde mental Publicidade de apostas online Responsabilização de influenciadores digitais