MP das Bets se aproxima de um mês sem comissão instalada

MP das Bets se aproxima de um mês sem comissão instalada

Colegiado ainda não tem presidente nem relator, enquanto se aproxima o prazo inicial para votação da medida que proibiu as apostas.

Resumo

  • A MP 1.394/2026 está a cinco dias de completar um mês sem comissão mista instalada no Congresso.
  • O colegiado responsável pela análise da proibição das bets continua sem presidente, vice-presidente e relator definidos.
  • Parlamentares apresentaram 99 emendas à medida provisória, incluindo propostas para retomar as apostas esportivas.
  • A MP entrará em regime de urgência em 9 de novembro, passando a obstruir a pauta da Casa em que estiver tramitando.
  • O prazo inicial para votação termina em 23 de novembro, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias.

A Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu as apostas esportivas e os jogos online no Brasil, está próxima de completar um mês de vigência sem avanços na comissão mista responsável por sua análise no Congresso Nacional. Até a terça-feira (20), o colegiado ainda não havia sido instalado nem tinha presidente ou relator definidos, enquanto o prazo inicial para votação da proposta termina em 23 de novembro.

Brasília.- Quase um mês após a Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu as apostas esportivas e os jogos online no Brasil, entrar em vigor, o clima é de indefinição no Congresso Nacional. De acordo com o sistema oficial do Senado Federal, a comissão permanece com o status de “Aguardando Instalação”. A página também não registra reuniões realizadas ou agendadas para outubro, apesar de a composição inicial do colegiado ter sido designada em 30 de setembro.

Publicada em 25 de setembro, a MP proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas esportivas e jogos online no país. A medida também determinou o encerramento das operações das empresas autorizadas e estabeleceu procedimentos para a devolução dos saldos dos apostadores.

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A comissão mista, formada por deputados federais e senadores, será responsável por analisar o conteúdo da medida provisória e emitir parecer antes da votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Entretanto, a ausência de instalação impede, até o momento, o início formal dos trabalhos do colegiado.

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Enquanto isso, o prazo para apresentação de emendas já foi encerrado. Ao todo, parlamentares apresentaram 94 propostas de alteração ao texto, incluindo iniciativas que defendem a retomada das apostas esportivas e outras que propõem manter a proibição apenas dos jogos de cassino online.

O calendário oficial estabelece 23 de novembro como prazo inicial para deliberação da MP. Antes disso, em 9 de novembro, a medida entrará em regime de urgência, passando a obstruir a pauta da Casa em que estiver tramitando, conforme as regras constitucionais.

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Apesar da ausência de avanços na comissão, a MP continua em vigor e produzindo efeitos. Para que suas disposições sejam convertidas definitivamente em lei, o Congresso precisará aprovar o texto dentro do prazo constitucional, que admite prorrogação por mais 60 dias.

Até o momento, não há previsão de instalação da comissão mista nem definição oficial dos parlamentares que ocuparão os principais cargos responsáveis pela condução da análise da MP 1.394/2026.

Perguntas frequentes (FAQs)

Qual é a situação da MP 1.394/2026 no Congresso? A medida provisória permanece em vigor, mas sua comissão mista ainda aguarda instalação. Até 20 de outubro, não havia presidente, vice-presidente ou relator definidos.

Quando a MP que proibiu as bets precisa ser votada? O prazo inicial de deliberação termina em 23 de novembro de 2026. A Constituição permite a prorrogação da vigência por mais 60 dias caso a votação não seja concluída.

Quantas emendas foram apresentadas à MP das bets? Foram apresentadas 94 emendas parlamentares, incluindo propostas para permitir novamente as apostas esportivas e outras para restringir a proibição aos cassinos online.

O que acontece se o Congresso não aprovar a MP das bets? Se não for convertida em lei dentro do prazo constitucional, incluindo eventual prorrogação, a medida provisória perderá eficácia. O Congresso poderá disciplinar os efeitos jurídicos produzidos durante sua vigência.

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