Febralot pede participação excepcional em audiência sobre bets no STF

Febralot pede participação excepcional em audiência sobre bets no STF

Entidade quer apresentar os impactos da proibição sobre as casas lotéricas, atividade que, segundo a federação, sustenta cerca de 80 mil famílias.

Resumo

  • A Febralot pediu ao STF autorização excepcional para participar da audiência pública sobre a proibição das bets, marcada para 3 de novembro de 2026.
  • A entidade também solicitou admissão como amicus curiae na ADI 8027, relatada pelo ministro Luiz Fux.
  • O prazo para indicação de participantes terminou em 29 de outubro, mas a federação pediu que sua participação seja avaliada.
  • Segundo a Febralot, a atividade lotérica sustenta cerca de 80 mil famílias direta e indiretamente.
  • A federação pretende discutir sustentabilidade econômica das lotéricas, concorrência e mudanças nos hábitos dos consumidores.

A Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização excepcional para participar da audiência pública de 3 de novembro, que discutirá os impactos da proibição das apostas online no Brasil. Em pedido encaminhado ao ministro Luiz Fux, a entidade também solicitou admissão como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027 e pretende apresentar os efeitos da medida sobre o setor lotérico.

Brasília.- A Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para participar da audiência pública marcada para esta terça-feira (3), que discutirá os impactos da proibição das apostas online no Brasil. A entidade encaminhou a solicitação ao ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8.027, e pretende apresentar os efeitos econômicos e sociais da medida sobre o setor lotérico.

Segundo o portal BNLData, além da participação na audiência, a Febralot solicitou sua admissão no processo como amicus curiae, condição que permite a entidades contribuir com informações e argumentos técnicos para o julgamento. A Federação reconheceu que o prazo para indicação dos participantes terminou em 29 de outubro, mas pediu autorização excepcional, caso ainda exista viabilidade operacional. Se a participação não for possível, solicitou que sua manifestação escrita e os documentos apresentados sejam recebidos pelo STF.

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Entre os pontos que pretende levar ao debate estão a sustentabilidade econômica das casas lotéricas, as mudanças nos hábitos dos consumidores e a necessidade de preservar a concorrência no setor. Segundo a Febralot, a atividade sustenta cerca de 80 mil famílias direta e indiretamente.

“É importante que a experiência de quem atua na rede lotérica seja considerada em uma discussão que pode afetar empresas, trabalhadores e cidadãos que dependem desse atendimento. Queremos contribuir com informações do setor e participar de um diálogo equilibrado, que considere também a concorrência e a diversidade de agentes”, afirmou Ricardo Amado Costa, presidente da Febralot.

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A entidade também destacou a importância das lotéricas na prestação de serviços financeiros e no pagamento de benefícios sociais, especialmente em localidades com menor oferta de atendimento presencial. Além disso, defendeu regras claras e isonômicas para todos os operadores, sem concentração das decisões sobre a oferta de jogos em uma única empresa.

A audiência pública está prevista para começar às 10h, em Brasília, e reunirá representantes do governo, do setor de apostas e de outras entidades para discutir os efeitos da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração de apostas de quota fixa no Brasil.

Perguntas frequentes (FAQ)

Por que a Febralot quer participar da audiência do STF sobre as bets? A entidade pretende apresentar os impactos econômicos e sociais da proibição das apostas online sobre o setor lotérico. Entre as preocupações estão a sustentabilidade das casas lotéricas, a concorrência e as mudanças nos hábitos dos consumidores.

O que a Febralot pediu ao ministro Luiz Fux? A federação solicitou autorização excepcional para participar da audiência pública e admissão como amicus curiae na ADI 8027. Caso não possa participar do encontro, pediu que sua manifestação escrita e os documentos apresentados sejam recebidos pelo STF.

Quantas famílias dependem da atividade lotérica no Brasil? Segundo a Febralot, a atividade sustenta cerca de 80 mil famílias direta e indiretamente. A entidade também destaca a importância das lotéricas na prestação de serviços financeiros e no pagamento de benefícios sociais.

O que significa ser amicus curiae no STF? Amicus curiae, expressão latina que significa “amigo da corte”, é a condição que permite a entidades contribuir com informações e argumentos técnicos em processos judiciais. A Febralot solicitou essa participação na ação que discute a constitucionalidade da proibição das apostas online.

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