Apostas ilegais: percentual cai no Brasil, mas ainda atinge metade dos apostadores
Índice recuou de 62% no primeiro semestre de 2025 para 50% em maio de 2026, segundo levantamento do Instituto Locomotiva e IBJR.
O percentual de apostadores brasileiros que recorrem a práticas associadas ao mercado ilegal caiu de 62% para 50% entre o primeiro semestre de 2025 e maio de 2026. Os dados são de uma pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
O levantamento ouviu 2.291 pessoas que fizeram apostas esportivas ou utilizaram cassinos online nos três meses anteriores à pesquisa. O estudo teve abrangência nacional e margem de erro de 2,1 pontos percentuais.
Para chegar ao percentual de 50%, a pesquisa considerou como apostadores ilegais aqueles que admitiram pelo menos duas de quatro práticas:
- Apostar em sites que não exigiram reconhecimento facial;
- Utilizar plataformas sem o domínio “bet.br”;
- fazer depósitos com cartão de crédito;
- Realizar depósitos por meio de criptoativos.

Apesar da queda na comparação com 2025, práticas associadas ao mercado ilegal continuam presentes entre uma parcela significativa dos entrevistados. Ao todo, 77% disseram ter realizado pelo menos uma das quatro situações analisadas nos três meses anteriores ao levantamento.
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A mais frequente foi a utilização de sites que não exigiram reconhecimento facial, mencionada por 53% dos participantes. Outros 48% disseram ter apostado em plataformas sem o final “bet.br”. Depósitos com cartão de crédito foram relatados por 37%, enquanto 23% afirmaram ter utilizado criptoativos.
Mercado ilegal tem maior presença entre os jovens
Os dados mostram que os apostadores mais jovens são os que mais aparecem entre aqueles classificados como ilegais pela metodologia da pesquisa. Na faixa de 18 a 29 anos, o percentual chega a 54%. Entre pessoas de 30 a 49 anos, são 51%, enquanto entre aqueles com 50 anos ou mais o índice cai para 43%.
Por gênero, os percentuais ficaram próximos: 51% entre as mulheres e 49% entre os homens. Em relação à renda, o índice foi de 51% entre quem recebe até dois salários mínimos, 49% na faixa de dois a seis salários mínimos e 48% entre os entrevistados com renda acima de seis salários mínimos.