ANJL identifica mais 221 sites ilegais de apostas em funcionamento no Brasil
De acordo com a entidade, 30.844 sites clandestinos permaneciam ativos e acessíveis no Brasil.
Um levantamento feito pela Legitbet, a plataforma de monitoramento de sites ilegais da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), identificou novos 221 sites clandestinos de apostas em operação no país. Além dos endereços eletrônicos, também foram encontrados 1.439 links suspeitos que divulgam essas bets ilegais nas redes sociais, principalmente em canais do Telegram.
Segundo a ANJL, os endereços clandestinos foram identificados durante o período entre 9 e 12 de outubro. Com esses novos sites detectados, já são 30.844 sites irregulares que permaneciam ativos e acessíveis no Brasil, de acordo com a Legitbet. Para a Associação, o surgimento de plataformas ilegais é uma consequência da publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proibiu totalmente o setor regulamentado de igaming no país.
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“Quando você tem milhares e milhares de sites ilegais disponíveis na web e, ainda, mais de mil circulando em canais como o Telegram, é inegável que o assédio virtual dessas plataformas clandestinas também cresce sobre crianças e adolescentes. E quanto maior o assédio, maior a quantidade de acessos de um público que, no mercado regulado, não tem permissão para apostar, como prevê a regulamentação brasileira”, comentou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.
O número de bets ilegais encontradas pela Associação é superior aos 20.318 sites e canais digitais relacionados à oferta e à publicidade ilegal de apostas identificados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O governo encontrou milhares canais em redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados para divulgar plataformas ilegais e atrair apostadores.
Entre os canais identificados estão 1.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram e 1.027 grupos do Telegram, que reúnem mais de 18,4 milhões de usuários. A fiscalização também identificou 115 perfis no TikTok, com 459.109 seguidores, além de 14 grupos de WhatsApp, com 369 participantes, e um servidor do Discord, com 26.589 membros. As ações são conduzidas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em atuação integrada com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News