Flávio Bolsonaro promete buscar solução para bets após conversa com Flamengo
Candidato critica insegurança jurídica provocada pela proibição das apostas, mas não garante que revogará a medida caso seja eleito.
Resumo
- Flávio Bolsonaro sinalizou ao presidente do Flamengo que buscará uma solução para as bets e os clubes de futebol caso seja eleito presidente.
- O candidato criticou a proibição das apostas e apontou insegurança jurídica para empresas regulamentadas e clubes com contratos de patrocínio.
- Apesar das críticas, Flávio Bolsonaro não garantiu que revogará a proibição nem apresentou uma proposta detalhada para o setor.
- O Flamengo estima perdas de R$ 400 milhões (US$ 78,7 milhões) a R$ 430 milhões (US$ 84,6 milhões) em receitas em 2027.
- A MP 1.394/2026 permanece em vigor e ainda depende de análise do Congresso Nacional, além de enfrentar questionamentos no STF.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sinalizou ao presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, que pretende buscar uma solução para as empresas de apostas esportivas e os clubes de futebol caso seja eleito. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira (22), o candidato criticou a insegurança jurídica provocada pela proibição das bets, mas não assumiu compromisso de revogar a medida adotada pelo governo federal.
O Flamengo está entre os clubes mais afetados pelo encerramento das atividades das bets. O presidente rubro-negro estima que a proibição poderá provocar perdas de R$ 400 milhões (US$ 78,7 milhões) a R$ 430 milhões (US$ 84,6 milhões) em receitas em 2027, comprometendo contratos de patrocínio e o planejamento financeiro da instituição.
Bap tem criticado publicamente a decisão do governo federal e defendido a manutenção das atividades regulamentadas. O Flamengo também recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar os efeitos da medida sobre os contratos firmados anteriormente à proibição.
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A discussão sobre o futuro das bets ganhou espaço na campanha presidencial. Em declaração concedida no início de outubro, Flávio Bolsonaro classificou a proibição como uma agressão à segurança jurídica e criticou o encerramento das atividades de empresas que haviam recebido autorização do próprio governo para operar no mercado brasileiro.
Na ocasião, o senador também defendeu a necessidade de diferenciar as apostas esportivas dos jogos de cassino online, mas não apresentou uma proposta detalhada para o setor nem esclareceu como votaria em uma eventual análise da MP pelo Congresso.
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A proibição das apostas foi estabelecida em 25 de setembro e entrou em vigor em outubro, interrompendo as operações das plataformas e os contratos publicitários. A medida provocou reações de entidades representativas do setor, clubes de futebol e empresas de comunicação, que apontam prejuízos financeiros e questionam a mudança no ambiente regulatório.
A MP 1.394/2026 segue em vigor e precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Caso não seja aprovada dentro do prazo constitucional, perderá a eficácia. A norma também enfrenta questionamentos no STF, que poderá decidir sobre sua constitucionalidade.
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Perguntas frequentes (FAQ)
O que Flávio Bolsonaro discutiu com o presidente do Flamengo sobre as bets? Segundo a Folha de S.Paulo, Flávio sinalizou a Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que pretende buscar uma solução para os impactos da proibição das apostas sobre empresas e clubes de futebol.
Flávio Bolsonaro prometeu liberar novamente as bets no Brasil? Não. O candidato criticou a proibição e seus efeitos sobre a segurança jurídica, mas não garantiu que revogará a medida caso seja eleito.
Quanto o Flamengo poderá perder com a proibição das bets? O presidente do Flamengo estima que a proibição poderá provocar perdas entre R$ 400 milhões (US$ 78,7 milhões) e R$ 430 milhões (US$ 84,6 milhões) em receitas em 2027.
A proibição das bets ainda pode ser revertida? Sim. A MP 1.394/2026 depende de análise do Congresso Nacional e poderá ser alterada durante a tramitação. A medida também enfrenta questionamentos no STF, que poderá avaliar sua constitucionalidade.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News