Kaizen Gaming publica nota sobre os impactos da proibição das bets no Brasil

Kaizen Gaming publica nota sobre os impactos da proibição das bets no Brasil

A empresa comentou sobre as consequências da MP nº 1.394/2026 para diferentes áreas econômicas.

A publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026 causou uma grande repercussão entre as empresas que integram o mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil e fora dele. Entre as companhias que repercutiram a norma que proibiu a operação de igaming no país está a Kaizen Gaming, empresa internacional de tecnologia sediada na Grécia que detém a marca Betano e outras plataformas de jogos online.

Em seu perfil no LinkedIn, a Kaizen comentou sobre os casos de demissões desencadeadas pela proibição abrupta do setor de apostas de quota fixa no Brasil. Na visão da companhia, as consequências da MP ultrapassam o mercado de jogos. “O impacto vai muito além das empresas de apostas, atingindo pequenas e médias empresas de tecnologia, telecomunicações, mídia, serviços e educação, bem como a economia do esporte como um todo, afetando milhares de pessoas”, publicou a companhia.

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A nota da Kaizen relembra que a regulamentação das apostas no país proporcionou que fossem desenvolvidos mecanismos de autoexclusão, outras ferramentas de proteção, além de controles de publicidade. Outros avanços da norma brasileira são o bloqueio do acesso de beneficiários de programas sociais e pessoas inscritas em programas de renegociação de dívidas. Para o governo federal, o setor gerou uma arrecadação de mais de R$ 7,3 bilhões (US$ 1,4 bilhões) em impostos no primeiro semestre de 2026.

Para a empresa, ter encerrado esse mercado com a publicação da MP não fez com que desaparecessem os problemas relacionados aos riscos de vício em jogos e perda de controle nos gastos com as apostas. “Uma proibição não faz a demanda desaparecer, como demonstrou a experiência internacional. Ela traz o risco de empurrar os apostadores de volta para operadores ilegais, sem qualquer proteção ou contribuição para o país”, argumenta a Kaizen.

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“A medida não é definitiva. Acreditamos no Estado de Direito, nas instituições brasileiras e no diálogo, e esperamos que o país consolide os avanços já alcançados, em vez de perdê-los. Enquanto isso, estamos cumprindo integralmente a lei e honraremos os compromissos de investimento social que já assumimos”, afirma a companhia.

A Kaizen reforçou que garantirá os empregos dos funcionários brasileiros ao longo do processo de avaliação da MP no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF). “Proibir não é proteger. Regras, fiscalização e educação, sim. Continuamos comprometidos com o Brasil e estamos aqui para o longo prazo”, finaliza a empresa.

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