Dinheiro das apostas: Embratur recebe do Ministério do Turismo recursos arrecadados com as bets

Embratur recebeu 5,6% dos 28% destinados ao Ministério do Turismo (Imagem: Reprodução)
Embratur recebeu 5,6% dos 28% destinados ao Ministério do Turismo (Imagem: Reprodução)

Legislação das apostas destina parte da arrecadação ao fomento do turismo brasileiro.

O Ministério do Turismo realizou na terça-feira (6) o primeiro repasse oficial de recursos provenientes da arrecadação com as apostas esportivas regulamentadas no Brasil. Segundo a coluna de Lauro Jardim, do Globo Online, foram liberados R$ 40 milhões (cerca de USD 8 milhões) para a Embratur, agência responsável pela promoção internacional do turismo brasileiro.

O valor faz parte da fatia destinada ao setor turístico dentro do novo modelo de tributação das chamadas “bets”, mercado que movimenta bilhões no país. A expectativa do governo é que esses recursos ampliem as ações de divulgação do Brasil como destino turístico

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De acordo com a lei sancionada pelo presidente Lula em 2023, que regulamenta o mercado de apostas esportivas no Brasil, 28% da arrecadação sobre o lucro líquido dos prêmios deve ser destinada ao setor de turismo. Essa porcentagem é dividida entre o Ministério do Turismo, que ficará com 22,4%, e a Embratur, que receberá os 5,6% restantes.

Ministro defende legalização dos cassinos físicos para aumento da participação do turismo no PIB

Além das apostas online, o mercado de cassinos físicos é outro setor que também pode gerar recursos para o turismo brasileiro. A aprovação da lei que libera esse tipo de operação é defendida pelo ministro do Turismo, Celso Sabino.

Em uma entrevista concedida ao site Valor no mês de fevereiro, Sabino afirmou que atualmente o turismo representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, mas que tem potencial para superar os 10% em 2027 e os jogos de azar físicos podem ajudar a alcançar esses números.

Sabino já defendeu por diversas vezes a aprovação do Projeto de Lei 2234/22, que tem o objetivo de legalizar cassinos em resorts, bingos, jogo do bicho, apostas em corridas de cavalo e outros jogos de azar. A proposta está aguardando votação no Plenário do Senado Federal.

Com a mudança da presidência do Senado, no último dia 1º, que passou a ser comandada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o ministro do Turismo afirmou estar conversando com o novo presidente da casa para o projeto de lei seja levado à votação.

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“Aguardamos que seja votado no Plenário do Senado no primeiro semestre. Estamos conversando fortemente com os senadores, explicando o projeto. O mundo todo explora essa atividade econômica por meio de resorts integrados com cassinos regulamentados. São raras as exceções, um ou dois países de religiosidade muito rigorosa. Mas o resto do mundo democrático inteiro tem. Nossos vizinhos todos aqui têm“, argumentou Sabino.

O presidente Alcolumbre tem mostrado simpatia pelo projeto. Ele não se manifestou publicamente, mas nas conversas tem mostrado simpatia. Por isso, a gente aposta todas as fichas que no primeiro semestre o projeto de lei será votado e sancionado. Se tiver os cassinos, a participação do turismo do PIB vai passar de 10%”, complementou o ministro.

Sabino defendeu a instalação de cassinos em cidades menores para alavancar a economia local. “Em São Paulo, por exemplo, o investidor vai querer colocar na capital, e nós vamos querer colocar na cidade mais pobre do estado para levar o desenvolvimento para lá. Então, será uma negociação para tentar chegar ao que seja bom para ele e excelente para o desenvolvimento econômico da região”, disse ao Valor.

“Todo mundo está vindo procurar aqui: investidores de Macau, dos Estados Unidos, espanhóis, chilenos. Eles querem os maiores mercados. Brasília é um grande mercado. Rio de Janeiro é um grande mercado”, concluiu o ministro.

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