CPI das Bets: relatora cogita acionar o STF para prorrogar a comissão por mais tempo
O requerimento para aumentar a duração da CPI já tem o número necessário de assinaturas.
Brasília.- A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, que investiga a possível relação entre casas de apostas online com crimes, está em conversas com o presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), um adiamento ainda maior da duração do colegiado.
Inicialmente, a CPI acabaria em 30 de abril, mas Alcolumbre concedeu um prolongamento de 45 dias. Entretanto, o colegiado gostaria que o aumento fosse de 130 dias. Segundo o site Jota, Thronicke pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o tempo extra para a Comissão caso o presidente do Senado não leia o requerimento. O documento já possui 29 assinaturas, duas a mais do que o mínimo necessário.
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Ainda segundo o Jota, recorrer ao Supremo seria a última medida da senadora, que ainda deve insistir nos diálogos com Alcolumbre.
Na semana passada, o colegiado recebeu os influenciadores digitais Rico Melquiades e Virgínia Fonseca, respectivamente, no dias 14 e 13 deste mês. A repercussão dos depoimentos deram, na visão de Soraya, um novo “fôlego” à CPI, despertando o interesse de mais pessoas pelo assunto e isso seria um dos argumentos para a prorrogação das reuniões.
O relatório final de Thronicke deve conter propostas legislativas para a prevenção ao vício em jogos de azar.
Empresário foi preso durante depoimento na CPI das Bets
O empresário Daniel Pardim Tavares Lima foi preso na terça-feira (29) durante depoimento na CPI das Bets sob acusação do crime de falso testemunho. O pedido de prisão em flagrante foi feito pela relatora da CPI, a senadora Soraya Thronicke, e confirmado pelo presidente do colegiado, o senador Dr. Hiran.
De acordo com o que publicou a Agência Senado, os parlamentares justificaram a prisão com o argumento de que Pardim negou informações que seriam verdadeiras. Os líderes do colegiado afirmaram que o empresário mentiu sobre não conhecer a sócia de sua empresa, Adélia de Jesus Soares. Os dois, que fazem parte da empresa Peach Blossom River Technology, participariam de outra companhia, a Payflow, que atua no setor de pagamentos e presta serviços a operadoras de jogos online.