CGS Brasília 2025: Plínio Augusto Lemos destaca avanços e desafios da regulamentação dos jogos no Brasil

Plínio Augusto Lemos Jorge, presidente da ANJL (Imagem: Divulgação)
Plínio Augusto Lemos Jorge, presidente da ANJL (Imagem: Divulgação)

Presidente da ANJL reforça importância de Brasília no cenário regulatório, defende combate ao mercado ilegal e apresenta iniciativas para fortalecer o setor de jogos no país.

Entrevista.- Plínio Augusto Lemos Jorge é um advogado brasileiro com uma trajetória de destaque no setor de jogos e loterias. Sócio do escritório Lemos Jorge Advogados Associados, também preside a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).

Mestre em Direito pela PUC-SP e doutorando em Direito Empresarial, atuou como juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo. Como presidente da ANJL, participa ativamente de eventos do setor, como o CGS Brasília 2025.

Além de sua atuação profissional, contribui academicamente com publicações, incluindo a obra A não cumulatividade no ICMS. Reconhecido como uma figura influente no mercado, Plínio segue promovendo avanços regulatórios e jurídicos voltados ao crescimento sustentável do setor de jogos no Brasil.

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Em entrevisa, Plínio Augusto Lemos compartilha sua visão sobre a importância do CGS Brasília no atual contexto, os principais desafios da regulamentação e suas expectativas para o evento:

Para o senhor, qual é a relevância de Brasília para a nossa indústria?
Brasília é o centro político do país, onde são tomadas decisões legislativas que impactam diretamente o setor de apostas, e onde atuam os órgãos de fiscalização e regulação, como o Ministério da Fazenda, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e a Receita Federal. Portanto, as empresas do setor precisam estar atentas ao que acontece em Brasília para se adaptarem às exigências e se posicionarem estrategicamente no mercado.

Qual é a sua maior preocupação em relação ao estado atual da regulamentação no Brasil? E qual foi a maior conquista alcançada até agora?
Com a regulamentação das casas de apostas e a definição de diretrizes legais para que as empresas atuem no Brasil, alcançamos avanços importantes, como o apoio de setores-chave da sociedade civil, que reconhecem que as apostas autorizadas pelo governo federal são uma atividade econômica legítima, que paga impostos e gera empregos.

No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido. É fundamental combater o mercado ilegal, evitar a carga tributária excessiva que pode surgir com o imposto seletivo, e enfrentar iniciativas de alguns bancos privados que vêm promovendo campanhas agressivas contra o setor de apostas e jogos online.

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O que o senhor espera alcançar ou destacar com sua participação no CGS Brasília?
A rede clandestina de apostas representa uma perda de arrecadação fiscal e prejudica tanto os apostadores quanto as empresas que operam com autorização.

A ANJL reconhece os esforços das autoridades e tem trabalhado em cooperação com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável pelo bloqueio de sites ilegais, e com o Banco Central do Brasil (Bacen), a quem apresentamos sugestões para melhorar a regulamentação dos meios de pagamento — um fator-chave na operação dessas empresas irregulares.

Desde outubro de 2024 até agora, a Anatel já bloqueou mais de 12 mil sites ilegais. Sem medidas de controle eficazes, esse número continuará crescendo, já que as empresas clandestinas usam tecnologia avançada para driblar as restrições.

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Recentemente, tomamos mais uma medida em favor do mercado regulado. Em parceria com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), lançamos um curso voltado a influenciadores digitais que promovem casas de apostas. A iniciativa visa conter a divulgação de sites ilegais nas redes sociais, já que muitos influenciadores, sem verificar a legalidade das plataformas, acabam promovendo operadores clandestinos. Nosso objetivo é capacitá-los para gerar conteúdo transparente e conforme à legislação, com mensagens educativas sobre o setor.

Brasília será o palco desse avanço.

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