Candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro promete fechar Loterj se for eleito
Eduardo Paes fez críticas à autarquia fluminense e acusou a instituição de ligação com o crime organizado.
Resumo
- O ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, declarou que pretende encerrar as atividades da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).
- A Loterj é uma autarquia ligada ao governo do estado responsável por administrar, gerenciar e fiscalizar jogos lotéricos e apostas de quota fixa no território fluminense.
- Paes acusou a Loterj de suposto envolvimento com o crime organizado e lavagem de dinheiro para grupos milicianos.
Paes também prometeu proibir a operação de apostas de quota fixa no estado e acusou o ex-governador Cláudio Castro de transformar o Rio de Janeiro em um “paraíso das bets”. - O candidato ao comparar o valor da licença local com o da autorização federal afirmou que o Rio virou “rota de fuga para bets que queriam escapar da regulamentação federal”.
- Além de fiscalizar jogos lotéricos e apostas online, a Loterj também é encarregada de monitorar as operações de terminais de vídeo loteria (VLTs).
Rio de Janeiro.- O ex-prefeito do Rio de Janeiro e atual candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, declarou que pretende encerrar as atividades da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). A autarquia é ligada ao governo do estado e tem a responsabilidade de administrar, gerenciar e fiscalizar os jogos lotéricos e apostas de quota fixa no território fluminense.
Segundo O Globo Online, o anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado na quinta-feira (24). Paes acusou a Loterj de suposto envolvimento com o crime organizado e lavagem de dinheiro para grupos milicianos.
O ex-prefeito ainda prometeu que proibiria a operação de apostas de quota fixa no estado. A declaração foi feita um dia antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicar uma medida provisória que proíbe as apostas esportivas e os jogos de cassino online no país.
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Eduardo Paes acusou o ex-governador Cláudio Castro de transformar o Rio de Janeiro em um “paraíso das bets”. Segundo o ex-prefeito, as felicidades que o Governo Castro possibilitou para a aquisição de licenças de operação de igaming no estado fez com que integrantes do jogo do bicho pudessem abrir suas próprias casas de apostas.
O candidato a governador comparou a licença federal, que custava R$ 30 milhões (US$ 5,8 milhões), com a outorga carioca, que custava R$ 5 milhões (US$ 965.130). “A autorização para uma bet operar no estado do Rio é seis vezes menos que o valor cobrado pela União. Resultado: o Rio virou rota de fuga para bets que queriam escapar da regulamentação federal”, afirmou.
“O Rio passou a credenciar, sem nenhum controle, bets do Brasil inteiro, transformando a Loterj numa fábrica de vício online não só no Rio, mas em todo o país”, afirmou Paes ao se referir a críticas que a autarquia fluminense recebeu por problemas na geolocalização das plataformas de igaming com licença local.
Além de fiscalizar jogos lotéricos e apostas online, a Loterj também está encarregada de monitorar as operações de terminais de vídeo loteria (VLTs), equipamentos que podem ser instalados em bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais desde que estejam conectados ao sistema da autarquia.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News