Proibição das bets: só três clubes da Série A protestam em uniformes

Proibição das bets: só três clubes da Série A protestam em uniformes

Com sete equipes sem patrocinador máster, clubes buscam alternativas para substituir receitas que representavam 34% do marketing do futebol brasileiro.

Resumo

  • Flamengo, Fluminense e São Paulo foram os únicos entre 14 clubes patrocinados por bets a protestar nas camisas.
  • Os clubes utilizaram a frase “Proibir não é proteger” contra a proibição das apostas online.
  • Sete equipes da Série A permaneciam sem patrocinador máster após a saída das casas de apostas.
  • Corinthians e Santos fecharam novos acordos comerciais com Shopee e Agibank, respectivamente.
  • Bets representaram 34% das receitas de marketing dos 20 maiores clubes brasileiros em 2025, somando R$ 1,1 bilhão.

Apenas três dos 14 clubes da Série A que contavam com patrocínio de casas de apostas utilizaram seus uniformes para protestar contra a proibição das bets no Brasil. Flamengo, Fluminense e São Paulo aderiram à campanha organizada por entidades do setor, enquanto outras equipes buscaram novos patrocinadores ou passaram a divulgar iniciativas próprias para ocupar os espaços deixados pelas operadoras.

Segundo levantamento do Poder360, sete clubes permaneciam sem patrocinador máster nas camisas após a retirada das marcas de apostas. Outros passaram a divulgar empresas de diferentes segmentos, programas de sócio-torcedor e iniciativas institucionais.

Veja também: Sem as bets, CBF busca novos patrocinadores para a Copa do Brasil de 2027

Flamengo e Fluminense estamparam a frase “Proibir não é proteger” durante o clássico disputado em 11 de outubro, no Maracanã. O Flamengo já havia utilizado a mensagem contra o Santos, no dia 8. O São Paulo também aderiu à campanha na partida contra o Vasco, em 17 de outubro.

A mobilização foi organizada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades argumentam que a proibição das operadoras regulamentadas pode favorecer a migração de apostadores para plataformas clandestinas, que atuam fora das regras de fiscalização.

Clubes buscam alternativas após saída das bets

Entre as alternativas adotadas, o Corinthians fechou acordo com a Shopee para o restante do Campeonato Brasileiro de 2026, enquanto o Santos anunciou o Agibank como patrocinador máster até o fim da temporada. Flamengo e São Paulo passaram a divulgar a Flamengo TV e a plataforma de estatísticas esportivas Superscore, respectivamente.

Botafogo, Vasco e Athletico-PR utilizaram os espaços para promover programas de relacionamento com torcedores. Já Bahia, Chapecoense, Cruzeiro, Grêmio, Vitória, Palmeiras e Atlético-MG estavam entre os clubes sem patrocinador máster no levantamento.

Veja também:Copa do Mundo Feminina: proibição das bets faz empresa do setor recuar nas negociações para patrocinar competição

A saída das bets afeta uma importante fonte de receita comercial do futebol brasileiro. Segundo dados da consultoria Sports Value, citados pelo Poder360, as empresas de apostas responderam por 34% das receitas de marketing dos 20 maiores clubes do país em 2025.

Naquele ano, os clubes movimentaram R$ 3,2 bilhões em receitas de marketing, dos quais aproximadamente R$ 1,1 bilhão vieram de patrocínios de casas de apostas. Os números demonstram a dimensão da participação do setor no financiamento comercial das equipes brasileiras.

Perguntas frequentes (FAQs)

  • Quais clubes protestaram contra a proibição das bets no Brasil? Flamengo, Fluminense e São Paulo aderiram à campanha “Proibir não é proteger”, organizada pela ANJL e pelo IBJR, estampando a mensagem nos uniformes durante partidas do Campeonato Brasileiro.
  • Quantos clubes da Série A ficaram sem patrocinador máster após a saída das bets? Segundo levantamento do Poder360, sete clubes permaneciam sem patrocinador máster nas camisas após a retirada das marcas de apostas.
  • Qual era a participação das casas de apostas nas receitas de marketing dos clubes brasileiros? Em 2025, as empresas de apostas responderam por 34% das receitas de marketing dos 20 maiores clubes do país, segundo dados da Sports Value citados pelo Poder360.
  • Como os clubes brasileiros tentaram substituir os patrocínios das bets? As equipes buscaram novos patrocinadores comerciais, promoveram canais próprios e plataformas de estatísticas esportivas e utilizaram os espaços das camisas para divulgar programas de sócio-torcedor e iniciativas institucionais.

Neste artigo:
Apostas esportivas Brasil Regulamentação do jogo