Sem as bets, CBF busca novos patrocinadores para a Copa do Brasil de 2027

Copa do Brasil é a competição com maior premiação do futebol brasileiro(Foto: Staff Imagens-CBF)
Copa do Brasil é a competição com maior premiação do futebol brasileiro(Foto: Staff Imagens-CBF)

Entidade inicia negociações com novos patrocinadores após proibição das apostas esportivas e busca compensar a ausência das empresas do setor.

Resumo

  • CBF inicia comercialização dos patrocínios da Copa do Brasil de 2027 sem a participação das bets.
  • Proibição das apostas esportivas obriga entidade a reformular sua estratégia comercial.
  • Quatro casas de apostas patrocinam a Copa do Brasil em 2026, incluindo a Betano, detentora dos naming rights.
  • CBF pretende negociar entre 10 e 12 cotas de patrocínio para a competição de 2027.
  • Entidade busca novas empresas para compensar a ausência das bets e preservar receitas comerciais.

Rio de Janeiro.- A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou a comercialização dos patrocínios da Copa do Brasil de 2027 sem a participação das casas de apostas esportivas. A decisão ocorre após a publicação da Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que proibiu as bets no país e afetou os contratos publicitários do futebol brasileiro.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, nesta sexta-feira (16), a CBF passou a negociar diretamente as cotas de patrocínio da competição, atividade anteriormente realizada por uma agência intermediária. A mudança faz parte da estratégia para ampliar as receitas comerciais do torneio.

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Atualmente, a entidade mantém um contrato com a agência Brax que prevê o pagamento de R$ 200 milhões (US$ 39,29 milhões) anuais pela exploração das placas publicitárias da Copa do Brasil. Entretanto, o acordo deverá ser revisto diante da impossibilidade de comercializar espaços para empresas de apostas.

A ausência das bets representa um desafio financeiro para a CBF. Em 2026, quatro casas de apostas figuram entre os 15 patrocinadores da competição: Betano, Superbet, Betnacional e Betesporte. A Betano também detinha os direitos de nome da Copa do Brasil, cujo contrato termina ao final desta temporada.

Antes mesmo da proibição das apostas, a CBF já planejava reduzir a dependência financeira do setor. A estratégia inicial previa limitar a apenas uma empresa de apostas os patrocínios da Copa do Brasil a partir de 2027. Com a entrada em vigor da MP, porém, as negociações com esse segmento foram interrompidas.

Para compensar a perda de receitas, a entidade aposta em um novo modelo comercial que amplia a exposição das marcas durante as transmissões. Os contratos com as emissoras incluem a divulgação dos patrocinadores em placares, escalações e outros espaços publicitários, aumentando a visibilidade das empresas parceiras.

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A CBF já assegurou mais de R$ 4 bilhões (US$ 785,07 milhões) com a negociação dos direitos de transmissão da Copa do Brasil entre 2027 e 2030, em um pacote que também inclui edições da Supercopa do Brasil. O acordo envolve o Grupo Globo, a Amazon e uma terceira emissora.

De acordo com a reportagem do UOL, a previsão é comercializar entre 10 e 12 cotas de patrocínio para a Copa do Brasil de 2027. A quantidade dependerá do porte das empresas interessadas e dos formatos de exposição negociados.

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