Proibição das bets no Brasil pode reduzir em 60% receitas do Campeonato Gaúcho 2027

Dupla Grenal também foi afetada pela proibição das bets (Foto: Ricardo Duarte - Scaled)
Dupla Grenal também foi afetada pela proibição das bets (Foto: Ricardo Duarte - Scaled)

Federação Gaúcha de Futebol prevê redução de repasses aos clubes e revisão de benefícios após suspensão dos patrocínios do setor de apostas.

Resumo

  • Proibição das bets pode provocar queda de aproximadamente 60% nas receitas do Campeonato Gaúcho.
  • Federação Gaúcha de Futebol prevê redução de repasses financeiros e benefícios concedidos aos clubes.
  • Clubes da Série A2 também podem ser afetados pela perda de recursos provenientes das apostas.
  • Contrato de naming rights do Gauchão cresceu 220% com a entrada da Superbet.
  • Direitos de transmissão registraram aumento de 1.000% entre 2023 e 2026, impulsionados por contratos vinculados às bets.

Rio Grande do Sul.- A proibição das apostas esportivas no Brasil pode provocar uma redução de aproximadamente 60% nas receitas relacionadas ao Campeonato Gaúcho em 2027. Segundo reportagem do jornal Correio do Povo, a saída das bets do mercado brasileiro ameaça contratos de patrocínio, repasses financeiros aos clubes e serviços oferecidos pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

O presidente da FGF, Luciano Hocsman, reconheceu que a ausência dos recursos provenientes das empresas de apostas deve provocar mudanças na estrutura financeira da competição. Embora a realização do Gauchão não esteja ameaçada, contratos e benefícios concedidos aos clubes precisarão ser reavaliados.

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“Provavelmente teremos algum tipo de reflexo. O contrato mantido com a parceira era lastreado em empresas de bet, que agora buscam uma readequação”, afirmou Hocsman ao Correio do Povo.

Segundo o dirigente, o impacto também poderá atingir o pagamento de arbitragem, a isenção de taxas contratuais e outros serviços custeados pela Federação.

“O impacto vai diretamente no valor da cota repassada aos clubes. Ao impactar essa cota, reduz-se o quantitativo de contratos que a Federação consegue isentar e o suporte para o pagamento das arbitragens, pois tudo é proporcional ao lastro financeiro da entidade”, explicou.

Os efeitos também devem alcançar os clubes da Série A2 do Campeonato Gaúcho, que dependem de parte dos recursos e benefícios oferecidos pela FGF. A manutenção das transmissões pela FFTV também poderá ser afetada.

A dimensão da dependência financeira do setor de apostas aparece na evolução dos contratos comerciais da competição. De acordo com o Correio do Povo, o valor dos naming rights do Gauchão cresceu 220% na comparação entre os últimos anos do patrocínio da rede Ipiranga e o contrato com a Superbet em 2026.

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Outro crescimento expressivo ocorreu nos direitos de transmissão. Entre 2023 e 2026, o valor do contrato de televisão aumentou 1.000%, impulsionado pelo acordo com a agência de marketing esportivo Brax, responsável pela intermediação de patrocínios e direitos comerciais vinculados a empresas de apostas.

Com a proibição das bets estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, a Federação e os clubes precisarão buscar alternativas para compensar a possível perda de receitas. O cenário evidencia os impactos financeiros da medida sobre competições estaduais que ampliaram sua arrecadação com investimentos do setor nos últimos anos.

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