“Nós Apostamos no Brasil”: representantes do setor de apostas publicam manifesto em defesa do mercado regulado
Nove entidades que representam o setor regulado de igaming assinaram o manifesto.
A possibilidade de proibição do mercado regulado de apostas de quota fixa motivou a união de nove entidades que representam o setor para publicar o manifesto “Nós apostamos no Brasil” na quinta-feira (24). O documento pede para que os poderes executivos e legislativos não tomem medidas que possam causar mudanças drásticas na indústria de jogos online do país.
O manifesto foi assinado pelas instituições:
- Associação Brasileira de Conformidade, Boas Práticas, Ética e Transparência em Apostas Esportivas (ABC-Bet)
- Associação Brasileira de Fantasy Sports (ABFS)
- Associação Brasileira dos Operadores e Provedores Internacionais de Jogos (ABRAJOGO)
- Associação Internacional de Gaming (AIGAMING)
- Associação de Mulheres da Indústria do Gaming (AMIG)
- Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL)
- Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR)
- Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL)
- Sindicato das Empresas Operadoras de Apostas Esportivas e Jogos Online do Estado de São Paulo (Sindibets-SP)
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De acordo com o manifesto, mudanças abruptas na legislação do setor de igaming não resolveria os problemas que são usados como argumento pelo governo federal para vetar a atividade. “Proibir não vai proteger a sociedade. A demanda legalizada migra para sites ilegais. O mercado ilegal vai continuar sem qualquer controle, sem bloqueio de beneficiários de programas sociais, sem proteção de jogadores problemáticos, sem autoexclusão e sem responder ao estado brasileiro”, diz um trecho do documento.
Os representantes do setor citam outras consequências de uma eventual proibição do mercado regulado de apostas, como perdas na arrecadação, insegurança jurídica, demissões em massa e impacto sobre milhares de famílias de funcionários das bets.
“Os desafios são reais. A resposta é fiscalização e reforço da regulação: publicidade mais rígida, proteção reforçada aos vulneráveis, fiscalização efetiva e combate firme aos ilegais. Regular é controlar. Proibir é perder o controle”, afirma o documento.
“Pedimos ao Congresso Nacional e ao Poder Executivo serenidade, diálogo e responsabilidade institucional. O tema exige evidências, não disputa eleitoral. As entidades signatárias estão à disposição para construir soluções. Nós apostamos no Brasil: em um país que regula para proteger, respeita contratos, preserva empregos e não empurra o cidadão para a ilegalidade“, finaliza o manifesto.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News