Ministério Público: Bruno Henrique pode estar envolvido em esquema de corridas de cavalos
A Polícia Federal deve definir se há elementos suficientes para abrir um novo inquérito contra o atleta que já é suspeito de manipulação de resultados no futebol.
Distrito Federal.- O jogador Bruno Henrique, além de ser investigado por suposto envolvimento em manipulação de resultados no futebol, estaria, segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), também envolvido em um esquema de apostas em corridas de cavalos.
Segundo o g1, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) pediu que a Polícia Federal (PF) analisasse as informações colhidas até o momento e definisse se há elementos suficientes para abrir um novo inquérito contra o atleta.
De acordo com os dados da PF, Bruno Henrique e o irmão Wander discutiram sobre a possibilidade de apostar em “parada de cavalo”, segundo conversas encontradas no celular do atacante. O g1 procurou a defesa do jogador, que informou que no momento não se pronunciaria.
No documento enviado pelo MP à PF, o órgão de Justiça afirma que: “considerando que esse outro evento, cujos contornos delitivos se entremostram, merece o devido aprofundamento, este órgão ministerial demandou a realização das sobreditas diligências preliminares de apuração, visando reunir novos dados a respeito de possíveis novos crimes, para, se for ocaso, serem mais bem perscrutados no bojo de um inquérito policial próprio”.
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O caso de envolvimento com apostas em corridas de cavalos está em tramitação na 7ª Vara Criminal de Brasília.
Quanto à investigação sobre as apostas no futebol, o atacante do Flamengo foi denunciado à Justiça do Distrito Federal, na quarta-feira (11). Bruno Henrique é acusado de participar de um esquema de fraude esportiva e estelionato contra casas de apostas online.
Entenda o caso que levou ao indiciamento do jogador
O atacante foi indiciado pela Polícia Federal (PF) em abril. Ele é suspeito de tomar um cartão amarelo de propósito para beneficiar apostadores, entre eles parentes. O lance que deu origem à investigação foi em uma partida contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro Série A de 2023.
Bruno foi indiciado por estelionato e fraude em competição esportiva. Além do jogador, também foram indiciados Wander Nunes Pinto Júnior, irmão do atleta, Ludymilla Araújo Lima, esposa de Wander, e Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do jogador. Os três apostaram que ele levaria cartão na partida de 2023.
A Polícia ainda investiga outro grupo de apostadores, que inclui Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Rafaela Cristina Elias Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Max Evangelista Amorim e Douglas Ribeiro Pina Barcelos, todos eles amigos do irmão de Bruno Henrique.
A Polícia chegou às provas que levaram ao indiciamento através de mensagens no celular do jogador. O aparelho foi apreendido em novembro, quando a PF realizou uma operação de busca e apreensão em endereços ligados a Bruno Henrique, incluindo o centro de treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro.