Caso Bruno Henrique: defesa do jogador afirma ser favorável a mais restrições às apostas esportivas no Brasil

Bruno Henrique treina com Flamengo. (Foto: Reprodução/Instagram)
Bruno Henrique treina com Flamengo. (Foto: Reprodução/Instagram)

A Polícia Federal indiciou o atleta por suposto envolvimento em esquema de manipulação de resultados.

Rio de Janeiro.- A defesa do jogador do Flamengo Bruno Henrique, indiciado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento em esquema de manipulação de resultados, afirmou que a troca de mensagens de texto usadas como provas foram tiradas de contexto.

Segundo a PF, o atacante teria tomado um cartão amarelo de propósito para beneficiar apostadores, entre eles parentes. O lance que deu origem à investigação foi em uma partida contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro Série A de 2023. A Polícia apresentou à imprensa um relatório com prints de conversas de Bruno Henrique com familiares que reforçam a suspeita de manipulação.

Segundo o que publicou o ge, o advogado Ricardo Pieri Nunes, responsável pela defesa do jogador, afirmou que as conversas foram tiradas de contexto. “O atleta Bruno Henrique é conhecido e respeitado por sua simplicidade e comprometimento com o esporte. Nunca esteve envolvido em esquemas de apostas. Pelo contrário, acredita que o negócio de apostas deveria sofrer cada vez mais restrições pelas autoridades“, afirmou em nota.

“As distorções que estão sendo causadas pela interpretação e divulgação indevida de mensagens privadas, fora de contexto, serão esclarecidas no curso do processo. O atleta confia que o Poder Judiciário oportunamente corrigirá a injustiça que está sendo cometida”, complementou Nunes.

Mesmo com a investigação em andamento, o atacante continua jogando normalmente e, inclusive, viajou com a delegação do Flamengo para Quito, no Equador, para enfrentar a LDU, nesta terça-feira (22), pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América.

Além do jogador, também foram indiciados Wander Nunes Pinto Júnior, irmão do atleta, Ludymilla Araújo Lima, esposa de Wander, e Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do jogador. Os três apostaram que ele levaria cartão na partida de 2023.

Veja também: Manipulação de resultados: PF indicia Bruno Henrique, do Flamengo, por envolvimento em suposto esquema

A Polícia ainda investiga outro grupo de apostadores, que inclui Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Rafaela Cristina Elias Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Max Evangelista Amorim e Douglas Ribeiro Pina Barcelos, todos eles amigos do irmão de Bruno Henrique.

O jogador e o irmão foram indiciados no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, que pode render uma pena de dois a seis anos de reclusão, além de também serem acusados de estelionato, que prevê pena de um a cinco anos de prisão. Os outros indiciados são suspeitos de estelionato.

A Polícia chegou às provas que levaram ao indiciamento através de mensagens no celular do jogador. O aparelho foi apreendido em novembro, quando a PF realizou uma operação de busca e apreensão em endereços ligados a Bruno Henrique, incluindo o centro de treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro.

A suspeita do cartão amarelo intencional começou quando três casas de apostas dispararem alertas após a partida contra o Santos em 2023. O volume de apostas em cartões para o jogador rubro-negro nessa data foi muito superior do que costumam ser as entradas nessa modalidade.

O próximo passo da caso é a análise das provas entregues pela PF pelo Ministério Público do Distrito Federal, que decidirá pela continuidade ou não da denúncia.

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