IBJR apoia criação da “Base Apostas” da Polícia Federal para combater manipulação esportiva e apostas ilegais

IBJR apoia criação da “Base Apostas” da Polícia Federal para combater manipulação esportiva e apostas ilegais

Entidade afirma que iniciativa da Polícia Federal fortalece a integridade do mercado regulado e amplia o combate à manipulação esportiva, fraudes e operações clandestinas no Brasil.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) manifestou apoio à decisão da Polícia Federal de criar o Grupo de Investigação para Repressão à Manipulação de Resultados Esportivos, Fraudes em Apostas e Crimes Correlatos, denominado “Base Apostas”. Para a entidade, a iniciativa representa “um avanço decisivo para a consolidação de um ecossistema online íntegro, sustentável e responsável no Brasil”.

Em posicionamento divulgado na quinta-feira (14), o IBJR destacou que a criação da estrutura especializada reforça o combate a práticas criminosas ligadas à manipulação esportiva, fraudes em apostas e atuação de operadores ilegais no país.

“O mercado regulamentado de apostas, que é o maior interessado em combater o crime organizado, já utiliza tecnologias de ponta e sistemas de monitoramento internacional, como os da IBIA (International Betting Integrity Association), para detectar e reportar padrões suspeitos às autoridades. A repressão focada em delitos correlatos às apostas irregulares protege não apenas a economia, mas o próprio consumidor brasileiro”, afirma a entidade.

Veja também: Polícia Federal cria grupo especializado para investigar manipulação de resultados e fraudes em apostas esportivas

O Instituto também chamou atenção para o avanço do mercado clandestino no país. De acordo com o IBJR, as apostas ilegais movimentam aproximadamente R$ 40 bilhões (US$ 8 bilhões) por ano à margem da lei e geram um prejuízo estimado em R$ 10,8 bilhões (US$2,16 bilhões) anuais aos cofres públicos.

No comunicado, a entidade alertou que, “diferente dos operadores regulados, as plataformas clandestinas não oferecem garantias, não utilizam reconhecimento facial e são frequentemente associadas a crimes de lavagem de dinheiro e organizações criminosas”.

Para o IBJR, a atuação da Polícia Federal pode fortalecer a integridade do mercado brasileiro e ampliar a proteção aos consumidores.

O Instituto ainda afirmou ainda que “continuará trabalhando ao lado de autoridades, entidades esportivas e organismos internacionais para reforçar a integridade do setor e ampliar a proteção aos consumidores brasileiros.”

Neste artigo:
Brasil Combate à manipulação esportiva IBJR Integridade do mercado regulado Mercado clandestino