Governo, especialistas e setor de apostas debatem combate às bets ilegais em Brasília
Evento vai discutir o cenário do mercado ilegal e as ações para combater plataformas de apostas não autorizadas no país.
Brasília.- Representantes do poder público, especialistas e integrantes do setor de apostas vão se reunir na próxima segunda-feira (31), em Brasília, para discutir os desafios relacionados à atuação das plataformas ilegais de apostas no Brasil e as medidas adotadas para combater esse mercado. O debate será realizado na Casa JOTA, a partir das 19h, e contará com dois painéis. O evento tem patrocínio do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
O primeiro painel, “O cenário do mercado ilegal de apostas”, terá a participação do presidente do IBJR, Carlos Lima, e do gerente de Concorrência e Políticas Públicas da LCA Consultoria Econômica, Leonardo Lima. A discussão está prevista para começar às 19h.
Na sequência, às 19h40, o encontro abordará as ações para frear a atuação das bets ilegais no país. Participam Marina Pita, secretária adjunta da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República; o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ); e Carlos Xavier de Resende, subsecretário de Monitoramento e Fiscalização do Ministério da Fazenda.
A mediação será da repórter do JOTA Luísa Carvalho. O evento terá transmissão ao vivo pelo canal do JOTA no YouTube.
Ministério da Fazenda afirma ter bloqueado mais de 60 mil sites de bets ilegais no Brasil
O debate que será promovido na próxima segunda-feira ocorre em meio aos esforços do governo e do setor regulado para enfrentar a atuação de plataformas que oferecem apostas no país sem autorização. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) informou que mais de 60 mil sites de apostas ilegais já foram bloqueados no Brasil. O dado foi apresentado durante audiência da Comissão Externa da Câmara dos Deputados sobre Atos de Pirataria.
O subsecretário de Monitoramento e Fiscalização da SPA-MF, Carlos Renato Resende, explicou que o processo de combate às plataformas irregulares começou de forma manual em janeiro de 2025. Desde outubro, a identificação e o bloqueio dos sites passaram a ser automatizados.
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Apesar do avanço, Resende destacou que o enfrentamento ao mercado clandestino continua sendo um desafio. Segundo ele, nenhum país conseguiu eliminar completamente operações ilegais, situação que também ocorre em outros setores afetados pela pirataria.
A Secretaria de Prêmios e Apostas também trabalha em novas medidas para atingir o fluxo financeiro das empresas que operam sem autorização. Uma das iniciativas prevê o bloqueio de recursos de operadores ilegais e a possibilidade de ressarcimento de consumidores vítimas de fraudes.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News