Existem ao menos 355 domínios de bets ilegais para cada site autorizado, segundo a ANJL

Existem ao menos 355 domínios de bets ilegais para cada site autorizado, segundo a ANJL

Dados do TCU apontam que 17,7% dos sites ilegais derrubados podem ainda estar acessíveis.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) divulgou, na quarta-feira (23), um levantamento sobre o mercado clandestino de apostas de quota fixa no Brasil. Segundo a entidade que representa o setor regulamentado de igaming, foram registrados ao menos 355 domínios ilegais para cada bet legalizada desde que a regulamentação entrou em vigor.

A estimativa se baseia em dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que já bloqueou 66.482 URLs ilegais de janeiro de 2025 a setembro de 2026. Apesar desses endereços terem sido identificados, o levantamento da ANJL estima que uma parte deles ainda está no ar.

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O estudo também toma como base uma um relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta que mais de 11,8 mil dos URLs ilegais, o que representaria 17,7% do total, podem ainda estar acessíveis.

Segundo o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, esses dados podem indicar que uma eventual restrição do mercado regulado pode levar parte dos apostadores para os sites clandestinos. “Os alertas já foram dados por entidades credenciadas, economistas, autoridades e até por ministro do STF. Esperamos que as decisões levem em consideração avaliações técnicas, porque o site ilegal não vai sumir com uma medida provisória. Pelo contrário, será o melhor ambiente para atuação dessas empresas”, afirmou Lemos Jorge.

“Os números indicam que o bloqueio de domínios, embora reduza o acesso a parte das plataformas, não elimina a oferta ilegal. Na prática, os operadores podem recorrer à criação de novos endereços e à migração de suas marcas para outros domínios. É a lógica do mercado clandestino e como ele está operando no Brasil”, disse o representante da ANJL.

Em outro estudo, a Associação estipulou que o fim das bets legalizadas poderia fazer o mercado clandestino dobrar de tamanho. Segundo o levantamento da entidade, a presença de plataformas ilegais poderia passar de 41% para 82% do setor de jogos online no país.

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