Estudo da ANJL estima que a proibição das bets reguladas pode dobrar o mercado clandestino de apostas no Brasil
De acordo com o estudo técnico da ANJL, de junho a agosto de 2026, foram registrados 13,7 sites clandestinos em média por dia.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), uma das entidades que representam o setor de apostas legalizadas no Brasil, estima que uma eventual proibição do mercado regulado poderia fazer o mercado clandestino dobrar de tamanho. Segundo um estudo da Associação, a presença de plataformas ilegais poderia passar de 41% para 82% do setor de jogos online no país.
De acordo com o estudo técnico da ANJL, de junho a agosto de 2026, foram registrados 13,7 sites clandestinos em média por dia no Brasil. Com o governo federal cogitando proibir os jogos de cassino online, a grande oferta de plataformas ilegais de igaming acabaria atraindo os apostadores, na visão da entidade.
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No período entre 11 e 18 de setembro, a ANJL identificou 6.409 domínios de apostas ilegais funcionando normalmente. Segundo o presidente da Associação, Plínio Lemos Jorge, a maior parte dos endereços clandestinos estão hospedados no exterior, além de outros problemas, como não cumprir a legislação e nem pagam impostos.
“Nosso estudo mostrou que dos sites que ficam fora do âmbito nacional, 55,8% usam rede de distribuição que oculta a hospedagem de origem e 98,3% dos domínios estão fora da terminação ‘br”. Ou seja, tudo que é proibido atualmente, para garantir o bem-estar e a proteção dos apostadores e do seu dinheiro ficará amplamente acessível”, disse Lemos Jorge.
O executivo ressaltou ainda que a proibição das bets legais faria com que o Brasil deixasse de arrecadar entre R$ 3,6 bilhões a R$ 7,4 bilhões anualmente.
“Ou seja, o Brasil perde em todos os sentidos. Teremos milhões de pessoas que não vão deixar de jogar. Simplesmente vão passar a acessar esses sites, que não recolhem nem um tributo sequer. As camadas sociais mais vulneráveis, que são as que justamente o governo federal quer proteger, ficam ainda mais desprotegidas. Afinal, essas plataformas não oferecem nenhum mecanismo de proteção à saúde financeira e à saúde mental, como o bloqueio de beneficiários de programas sociais ou ferramentas de autoexclusão”, finalizou o presidente da Associação.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News