Congresso adia mais uma vez votação da MP que altera tributação sobre apostas

Congresso adia mais uma vez votação da MP que altera tributação sobre apostas

Medida Provisória eleva carga tributária das empresas de apostas de quota fixa de 12% para 18% do GGR

Brasília.- A votação da Medida Provisória (MP) 1.303 de 2025 foi adiada pelo Congresso Nacional pela segunda vez. Inicialmente marcada para terça-feira (30), a análise do relatório do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) foi remarcada para esta quinta-feira (2) pela Comissão Mista. O governo, porém, decidiu postergar novamente, agora para a próxima terça-feira (7).

A Medida Provisória estabelece novas regras de tributação para aplicações financeiras e ativos virtuais. Entre os setores impactados, estão as empresas de apostas de quota fixa, que terão sua carga tributária elevada de 12% para 18% do GGR (Receita Bruta de Jogos).

O relator da MP entregou o parecer na semana passada, mantendo a proposta de aumento da taxação e outros pontos do texto original. Segundo a medida, os 6% adicionais serão destinados a ações na área da saúde dentro do sistema de seguridade social.

Caso a Comissão Mista, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), aprove o parecer, o texto seguirá para análise nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. O prazo máximo para votação da MP é 8 de outubro. Se não for aprovada até essa data, a medida será automaticamente anulada.

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Se aprovado em todas as instâncias, o novo valor deverá ser pago mensalmente pelas empresas do setor de apostas de quota fixa à Secretaria Especial da Receita Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda.

A proposta prevê que, além dos 6% destinados à seguridade social, os demais 12% continuarão sendo direcionados aos ministérios da Educação, Saúde, Esporte, Turismo e Embratur, Segurança Pública e outras entidades.

Entre as alterações feitas pelo relator, destaca-se a mudança na distribuição de recursos ao Ministério do Esporte. A pasta deixará de receber 1% da arrecadação, e esse valor passará a ser repassado à Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB), vinculada ao Ministério da Defesa.

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O relatório também inclui medidas para ampliar a fiscalização contra o jogo ilegal, determinando que provedores de internet mantenham comunicação direta e permanente com o Ministério da Fazenda. O objetivo é agilizar a aplicação de medidas contra práticas ilegais. No documento, o relator afirmou:

“As empresas provedoras de conexão à internet e de aplicações de internet deverão manter canal exclusivo, permanente e funcional, de comunicação com o órgão regulador, destinado ao recebimento e à tramitação prioritária das determinações previstas neste artigo, de modo a assegurar tratamento célere e prazos de resposta compatíveis com a urgência das medidas adotadas.”

Além disso, o relator propôs sanções para instituições financeiras que intermedeiem transações de empresas sem autorização e punições para quem fizer publicidade de plataformas ilegais de jogos.

Neste artigo:
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