Campeonato Carioca Série C é paralisado por suspeita de manipulação de resultados; entenda
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro investiga três jogos suspeitos.
Rio de Janeiro.- O Campeonato Carioca Série C, equivalente à quinta divisão do futebol do Rio de Janeiro, está suspenso por tempo indeterminado. O motivo da paralisação é a suspeita de manipulação de resultados em três partidas da edição deste ano da competição. A informação foi divulgada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).
Segundo a FERJ, as empresas de integridade esportiva Sportradar e International Betting Integrity Association (IBIA) emitiram alertas de movimentações suspeitas. Os relatórios foram entregues à federação carioca e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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De acordo com a nota publicada de FERJ, as instituições de integridade esportiva identificaram “anormalidades com alto grau de elementos sinalizadores de manipulação de resultados, envolvendo três partidas do Campeonato Estadual da Série C de Profissionais de 2026, o Departamento de Competições da FERJ determinou a suspensão da competição até que a matéria seja apurada e/ou decidida pela Justiça Desportiva”.
“Todos os documentos referentes às partidas citadas nos relatórios serão encaminhados para o Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Autoridade Policial e ao Judiciário Desportivo para as devidas apurações e sanções cabíveis”, acrescentou a Federação.
As partidas investigadas são Barra Mansa 3×0 Mageense; Ceres Originários 2×4 Tigres do Brasil; e CAAC Brasil 3×1 Itaboraí Profute.
Esta não é a primeira vez que o Barra Mansa está envolvido em um caso de suspeita de manipulação. O clube estava disputando a Série C do Carioca por ter sido rebaixado por conta do resultado duvidoso de uma partida da Série B2 (quarta divisão) em 2025.
No mês de maio, o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) suspendeu preventivamente por um mês Genivaldo da Silva, o presidente do Barra Mansa. Segundo a Justiça, há elementos para suspeitar de manipulação no resultado da partida contra o Paraty, pela Série B2.
Em uma decisão no mês de fevereiro, o gestor do Barra Mansa, Thiago Carvalho da Costa, foi suspenso por 360 dias. Originalmente, Genivaldo da Silva foi inocentado das acusações, mas a Procuradoria do TJD-RJ solicitou uma revisão das provas, o que gerou a suspensão preventiva de Silva.
Em sua justificativa, a Promotoria afirmou que houve “contradições relevantes” entre os depoimentos prestados pelo presidente e pelo gestor do clube. Além disso, de acordo com os magistrados, foram identificadas “omissões administrativas e circunstâncias que, em tese, indicariam possível envolvimento indireto em esquema de manipulação de resultados, além de afronta às normas de integridade desportiva previstas no regulamento da competição”.
No início de maio de 2026, o Barra Mansa formalizou uma solicitação ao Ministério do Esporte (MEsp) para que fosse retirado das plataformas de apostas online. No pedido, o time argumentou que o “uso indevido da marca, nome e demais elementos institucionais do clube por empresas do setor, sem qualquer tipo de autorização”.