App de casas de apostas: Google reforça proibição na Play Store
Decisão contraria empresas do setor que defendem a disponibilidade dos seus aplicativos na Play Store.
O Google reiterou sua política de não permitir aplicativos de apostas na Play Store, a loja oficial de apps para dispositivos Android. A decisão vai na contramão do interesse das casas de apostas esportivas legalizadas no Brasil. A informação é da Coluna do Estadão.
A Play Store, no momento, só autoriza apenas aplicativos relacionados às loterias da Caixa e a corridas de cavalos. Representantes de casas de apostas têm discutido o tema em encontros com o Ministério da Fazenda e, nesta semana, a Associação Brasileira de Bets e Fantasy Sport (ABFS) solicitou apoio oficial da pasta para resolver a situação. Até o momento, o Ministério não se pronunciou.
“No Brasil, as políticas do Google Play atualmente permitem apenas um grupo limitado de aplicativos de jogos de azar, como aplicativos de loteria publicados pela Caixa Econômica Federal e aplicativos de corrida de cavalos. Esta política permanece inalterada”, afirmou o Google em um comunicado enviado à Coluna do Estadão. “Quaisquer alterações em nossas políticas são avaliadas cuidadosamente”, acrescentou a empresa.
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O Android, sistema operacional da Google para dispositivos móveis, é o mais utilizado no Brasil. Já o restante dos usuários acessa a internet por meio do iOS, sistema da Apple, que também não permite o download de aplicativos de apostas. A Apple foi procurada, mas não se manifestou.
Ouvida pela Coluna do Estadão, uma fonte ligada a uma casa de apostas licenciada reclamou da postura do Google. Segundo ela, embora a empresa proíba apps de apostas na Play Store, segue permitindo a veiculação de anúncios de sites do setor em seu buscador.
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Após discutir o tema em reuniões com a Fazenda, o setor formalizou nesta semana o pedido à pasta. No documento, a ABFS afirma que permitir apps nas lojas oficiais “cria-se uma distinção clara entre serviços legais e ilegais” e acrescenta: “Os usuários podem confiar na legitimidade dos apps disponíveis, pois as lojas exigem comprovação de licenciamento”, prevendo ainda aumento de faturamento com a migração para aplicativos.