Mesmo com proibição, influenciadores continuam promovendo cassinos online no Ceará
Os perfis nas redes sociais divulgavam abertamente para milhões de seguidores sem citar que as apostas online estão proibidas no Brasil.
Ceará.- Apesar da proibição da divulgação de plataformas online após a publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, ao menos 40 influenciadores digitais seguem divulgando cassinos virtuais no estado do Ceará. De acordo com uma apuração do g1, os influencers usam os stories do Instagram para divulgar os links das plataformas.
Segundo a reportagem, os perfis nas redes sociais divulgavam abertamente para milhões de seguidores sem citar que as apostas online estão proibidas no Brasil. Entre os influenciadores identificados estão Nayara Souza, Italo Wendel, conhecido como Belo Belo, e Jéssica Santos, mais conhecida como Jessica Macaxeira.
Veja também: Sobe para 20 mil o número de sites e canais ilegais de apostas identificados no Brasil
Questionada pelo g1, Jéssica Santos afirmou que segue promovendo bets mesmo ciente da medida provisória por conta de contratos em andamento. “Sempre prezei pela responsabilidade e pelo compromisso com aquilo que assumo”, disse a influenciadora. Segundo ela, só continuará promovendo as plataformas até o final dos contratos. Os demais influenciadores não responderam.
O texto da MP 1.394 utiliza normas do Código de Defesa do Consumidor para considerar a promoção de jogos de azar online como publicidade abusiva. Aqueles que cometerem as infrações podem sofrer sanções administrativas, como multas, suspensão dos perfis nas redes sociais, derrubadas dos conteúdos da publicidade e processo por danos morais e materiais. O grau da punição varia de acordo com a gravidade de cada caso.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, por nota, comentou sobre o combate ao mercado ilegal de apostas de quota fixa. “A busca por sites ilegais é contínua e feita por meio de um laboratório virtual e pela equipe técnica da SPA, que monitora buscadores, deep web, dark web, denúncias e ouvidorias. Constatada a irregularidade, a URL é enviada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que aciona os provedores de internet para realizar o bloqueio”, informou a pasta.
Em paralelo, a Secretaria identifica os meios de pagamento aceitos por esses sites e determina o bloqueio das contas financeiras usadas na operação. A fiscalização de redes sociais e de aplicativos em lojas online é de competência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, conforme a MP”, acrescentou a SPA.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News